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[Consumismo na rede]: Você está sendo manipulada?

[Nota da autora: este texto NÃO é uma crítica às blogueiras. Eu digo claramente que elas estão fazendo o trabalho delas. Este texto NÃO é uma ode à São Francisco de Assis – viver na pobreza. Este texto é pra gente parar pra pensar e estabelecer limites, APENAS isso. Sigamos o baile:]

Estive pensando…

Um dos meus passatempos favoritos é ver vídeos no YouTube. E entre os vídeos que mais tenho visto e tenho gostado de ver estão o de maquiagem, comprinhas, roupas, etc. Acho que poucas mulheres não gostam destas coisas!!! Só que navegando na internet, entre um blog e outro, entre todos os canais que gosto, entre todos os “vídeos de favoritos” e de “comprinhas do mês”… eu tenho cada vez mais a percepção de duas realidades das quais a gente nem sempre se dá conta:

  1. Nós não somos blogueiras, não ganhamos coisas, não temos como entrar na Sephora e gastar R$1000,00 e trazer 3 produtos importados pra casa.
  2. O quanto nós somos induzidas a consumir, a partir destas coisaradas todas que a gente assiste – e isso é um lance psicológico muito doido que nem as blogueiras e nem a gente se dá conta que existe e que acontece com a gente.

Parte da renda das blogueiras é com a publicidade das lojas cujas marcas elas se identificam e vice-versa. Elas sempre estarão fazendo vídeos de comprinhas, favoritos, recebidos e o escambau. A única diferença entre elas é nós é que elas ganham tudo aquilo e nós temos que comprar! hahahaha E quem não quer sair comprando e testando tudo quanto é cosmético, maquiagem, roupa, sapato e bolsa, pra ser mais bonita, pra ser mais respeitada, mais admirada?

Eu cheguei a surtar, sim, mas só com maquiagem. Quando vi estava com uma maleta com mais produtos do que eu realmente preciso. Estava esperando o cartão virar pra comprar aquela paleta dos meus sonhos. Aí foi que comecei a me perguntar se não me dava conta do quão ridícula eu estava sendo, se de fato eu achava que preciso daquilo, o que eu estava querendo com tudo aquilo. E sabe o que fiz? Saí doando várias coisas entre as quais eu tinha, pra não acumular tudo. Me lembrei de “O Poder do Hábito”, em que o autor diz que a gente precisa começar a se perguntar quando sai pra comprar alguma coisa, que desejo nosso está sendo satisfeito quando a gente compra essa coisa. Se eu saio pra comprar um brigadeiro todo dia de tarde, por que raios eu faço isso? Pra suprir a minha ansiedade. E o que posso passar a fazer para continuar a suprir minha ansiedade sem aumentar minhas chances de ter diabetes?

Por que eu compro tanta maquiagem? Ou sapatos? Ou bolsas? Ou seja lá qual seja nosso vício? Por exemplo: eu compro maquiagem porque abrir um site e comprar maquiagens passou a ser uma das minhas alegrias e motivos de satisfação; me dei conta que é O MOMENTO DE COMPRAR que me traz mais satisfação interna, de entrar no site, escolher, esperar a compra chegar. Doido isso né? Olha só o que a internet pode fazer com a nossa cabeça, mulherada!!! Mas enquanto eu alimento essa “alegriazinha”, eu vou torrando meu dinheiro e depois no final do mês reclamando que estou sem dinheiro, além de alimentar um lado consumista que não vai me levar à lugar algum (e que não é prejudicial só pra mim).

Então me perguntei o que eu podia fazer para continuar a ter estes tipos de “pequenas alegrias”, sem fazer mal pro meu bolso e pro planeta. Descobri algumas respostas:

  • usando e cuidando do que eu já tenho 😛
  • levando meus dogs pra dar uma volta e curtindo um passeio num dia de sol
  • tomando café com chocolate de menta
  • navegando no Pinterest
  • frequentando o grupo Make Up Revolution no Facebook e trocando muitas experiências legais com as manas de lá.
  • etc.

Você entendeu onde eu quero chegar com este texto? O que mais tem lá no YouTube são vídeos de meninas que levam a vida como blogueiras, compartilhando os produtos que elas usam no dia-a-dia, as makes que elas têm, as roupas que elas compram, as viagens que elas fazem. E tudo isso é parte do trabalho delas. O que a gente realmente precisa fazer é não se deixar ser INFLUENCIADA por isso. É ter o CONTROLE da nossa cabeça. a partir do nosso desejo de ser igualmente bonita, poderosa, bem sucedida, respeitada, admirada… nós passamos a consumir os mesmos tipos de coisas e frequentar os mesmos lugares. E forma-se então um ciclo vicioso que agrada à beça os marqueteiros das marcas. Quem já assistiu uma aula de marketing sabe o que estou dizendo:

O marketing vive de criar demandas. 

 

…ele não fica esperando a demanda acontecer. Ele vai lá e cria. E então tá feito o estrago: você agora acha que não consegue mais viver sem uma água termal. Mas há chances enormes de existir alguém na sua ascendência (mãe, tia, avó) com a pele impecável usando a latinha azul do creme Nivea e água da torneira a vida toda.

É saudável você assistir um vídeo e ver que a Bioderma é uma ótima marca de água micelar, que não tem álcool, etc.

  • NÃO É SAUDÁVEL a gente comprar MAIS UMA ÁGUA MICELAR se já estamos usando um produto.
  • NÃO É SAUDÁVEL a gente comprar mais uma paleta de sombras se já temos 10 paletas na gaveta.
  • NÃO É SAUDÁVEL a gente comprar mais um batom nude se já temos 8 batons nudes.

Eu não quero maquiar minhas carências e fragilidades com cuidados paliativos. Quero ter a capacidade de análise da minha própria vida e da minha personalidade e saber o que existe em mim que está precisando de atenção. E que quando sair para comprar algo seja porque realmente será útil pra minha vida, o consumo e uso consciente de alguma coisa.

Minimalismo

Minimalismo (algo que está bastante na modinha hoje em dia) é o quê? Não é ficar perguntando na internet se dá pra ser minimalista tendo uma Lava & Seca. Minimalismo é viver com o necessário. Não preciso de um armário só pra sapatos. Eu preciso de um sapato caramelo, um crú e um preto (talvez, um vermelho rs). Um chinelo, um tênis pra correr, outro pra passear. Não preciso ter 20 paletas. Preciso de uma com sombras brilhantes, outra com sombras opacas. Se eu já tenho, faço um esforço imenso pra não comprar mais e usar o que eu já tenho, senão elas vão vencer e não serão usadas. Minimalismo é a gente se perguntar antes de comprar alguma coisa se está comprando porque precisa ou se através dele a gente está alimentando uma outra coisa que não se dá conta, como:

  • carências
  • ansiedade
  • medo
  • solidão
  • auto-comiseração
  • etc.

É claro que sempre vai ter uma liquidação com coisas muito baratas e que pode valer muito a pena trazer pra casa. Mas que a gente tenha consciência do que está fazendo, sempre. A internet tem várias faces. Uma delas é a de te incentivar a consumir, através de cookies, de algoritmos e de blogueiras com as quais você se identifica. Mas sua felicidade maior não depende – ou não deve depender – de ter uma gaveta cheia de batons mate ou um armário cheio de sapatos, ou das marcas que você usa. A internet faz você justamente achar que depende.

Não deixe o marketing te doutrinar. Não seja escrava dos seus desejos consumistas. Enquanto você satura seu limite do cartão de crédito e faz um consignado para poder pagar a fatura depois, o mercado enriquece às suas custas. 

Tenho pensado muito nisso tudo e ficado um pouco assustada com tanto consumismo estampado no YouTube. Isso não pode ser normal. Já notou? Pouco conteúdo e muita vitrine, é só o que a gente acha por lá.

O que a dor e a maquiagem fizeram com a minha vida ♥

Escrevo por aqui há algum tempo, criei este blog em estilo magazine para poder escrever sobre vários assuntos que gosto e resolvi criá-lo depois de fazer um teste vocacional e ter certeza do que eu já sabia: que assim como provavelmente você também é, sou uma pessoa abrangente, que tem vários talentos e interesses, ou seja, gosto de várias coisas. Uma maneira de poder falar sobre todas elas é fazer um blog e cá estou.

O blog já tem alguns seguidores mas vocês não sabem muito sobre mim: eu tenho 38 anos, trabalho com Marketing Digital e TI (e amo meu trabalho), sou mãe de dois cachorros figuras e adoráveis, a mais velha de três irmãs. Tenho cá meus talentos e hobbies, que são a escrita, a fotografia, ficar navegando na internet, no Tumblr, no Pinterest. Fui casada por 5 anos, 7 anos de relacionamento e no começo do ano, quando eu estava me preparando para seguir nossos planos de ter filhos e nos mudar para outra cidade, ele resolveu pedir o divórcio e seguir a jornada pessoal dele.

Ver seus sonhos indo por água abaixo, o amor da sua vida e seu melhor amigo indo embora. Tente imaginar. Não dói só de imaginar?

Eu achei que morreria de tristeza.

E é pra falar de como eu superei esta fase que eu resolvi escrever este post. Acho que nossa vida é feita de altos e baixos e é quando estamos vivendo as piores fases dela que de fato nos fortalecemos. Geralmente, descobrindo uma força que não nos achávamos capazes de ter. Mas cada pessoa encontra sua maneira de superação (e todo mundo tem o direito de seguir sua jornada). Tem a fé. Tem mulheres que vão viajar, tem outras que se matriculam em um curso… cada uma tem um jeito de se conhecer melhor e de mergulhar nesta fase de autoconhecimento.

Comigo aconteceu um movimento muito natural quando comecei a usar a maquiagem para me sentir mais bonita – e com isso, me sentir melhor (o objetivo inicial era este, apenas me sentir melhor). Sempre gostei de maquiagem, mas durante esta fase, eu literalmente a usei como uma aliada. Eu levantava pela manhã e mesmo que não fosse sair fazia uma bela make – e depois uma bela selfie! 😉 

No começo, este movimento não era de dentro pra fora. Por dentro eu estava um caco e sempre fazia a maquiagem pra depois ficar chorando e borrar tudo (rs). Mas com o tempo e com a repetição deste hábito, eu fui me sentindo mais bonita, fui conhecendo meus pontos fortes, fui explorando estes pontos, me expondo… e o universo sorriu em forma de um ponto gigante de exclamação! Olha aí uma mulher desabrochando!!!! 

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Se vocês virem uma foto minha em Dezembro do ano passado, durante uma viagem de férias, e compararem com as minhas fotos atuais, esse “desabrochar” fica bem claro. Eu era uma moça que usava roupas confortáveis (não necessariamente bonitas), que não cuidava de si, que realmente não se gostava e não se respeitava. Como eu poderia seduzir alguém, como alguém poderia me achar bonita, me respeitar, se eu mesma não fazia isso? Será que eu me conhecia de verdade?

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Foto durante a viagem e quando ainda era casada… não tão arrumadinha assim! Bem largada! COMPARE a tiazinha com as outras fotos do post!!! 

Mas não foi pensando em tudo isso que eu levantava de manhã e me dava ao trabalho de me maquiar toda e depois tirar uma selfie. Me maquiar foi um movimento que funcionava como se eu estivesse fazendo um carinho em mim. 

O que foi acontecendo com o tempo? Os dias passavam, eu chorava cada vez menos, sorria cada vez mais. Até que um dia eu parei de chorar! Foi provavelmente a primeira vez na vida em que eu me enxerguei, que me vi, que me amei. Que comecei a me respeitar e a realmente pensar em mim.

Isso foi me levando a outras coisas: orar mais e não pra pedir, mas para agradecer; fazer exercícios para ganhar qualidade de vida e ficar mais bonita, gostar de fazer exercícios (eu saía da academia toda feliz rs). Ir passear mais vezes com os dogs, pra eles se divertirem e eu espairecer. Me dar ao direito de tomar uma caipirinha de vez em quando sem ter que me explicar pra ninguém, ou de comer um pote de brigadeiro sem peso na consciência. Ser feliz!

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Comecei a beber mais água, cuidar mais da minha pele, pela primeira vez na vida eu passei a usar filtro solar no rosto todos os dias e a fazer o ritual diário de skincare (sabonete líquido, tônicos, hidratante, filtro solar) e alguns cuidados mais eventuais (esfoliação, máscara). Passei a cuidar do meu cabelo, pra ele ficar mais macio e brilhante e finalmente fiz as mechas douradas que eu queria (Ah, e a libido aumentou proporcionalmente ao aumento da autoestima! hahahaha)!

Meu estilo mudou – não me vejo mais como uma menininha, mas como uma mulher linda, independente e LIVRE. E este sentimento de ser livre, não importa quem exista ao nosso lado (ou se estamos vivendo sozinhas), é um sentimento que precisamos ter, sempre. Quando a gente não se sente livre, estamos geralmente apriosionadas em uma situação infeliz ou então cuidando de outra pessoa que não nós mesmas. Não significa que não tenhamos que cuidar dos outros, de quem amamos, mas que precisamos antes de tudo respeitar a nós mesmas, nos cuidar bem, nos conhecer bem – e não deixar de lado todas as pequenas ou grandes coisas/projetos/ideias que nos fazem ou nos farão felizes. Porque este movimento é de nós para o mundo. Eu mais feliz sou um lampião, sou luz, vou fazer naturalmente outras pessoas mais felizes. Uma pessoa completa e feliz é um sol e preenche lacunas escuras, por aí, sem perceber. 

Eu não gosto de expor a minha vida (e me expor) mas quis fazer isso neste post, para compartilhar com vocês esta mágica que começou com uma fase em que eu chorava todos os dias, várias vezes por dia e de que como uma coisa boba – a maquiagem – me conduziu a uma viagem de autoconhecimento e amor – próprio.

Se você estiver vivendo agora uma fase de onde não se vê capaz de superar, só precisa de um pequeno gatilho para começar esta mudança. O meu foi a maquiagem e agora eu não preciso mais dela pra me sentir bem e bonita, embora eu continue gostando de realçar meus pontos fortes ou de sair de cara lavada de vez em quando (que é sempre bom). 😉

Você tem uma história semelhante pra contar? Vou adorar saber!

Favoritos do mês

Nossa, gente, esta semana eu lembrei que eu tenho um blog! Mil perdões! A fase tá brava!!! Vou contar pra vocês três achados lindos/bons dos últimos dias!

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Pra quem não sabe a Loccitane criou a Loccitane Au Brésil, que tem linhas inspiradas no nosso país… é meio pra brigar com a Natura, porque a pegada é a mesma, tá? O Ninfa das Águas é uma colônia inspirada na Vitória Régia. Eu na realidade fui até o quiosque porque queria sentir o perfume de Dama da Noite (se não estiver enganada é o único perfume deles), mas achei que o cheiro não tinha a ver comigo. O Ninfa das Águas tem tudo a ver, comigo e com um domingo de manhã! 🙂 A embalagem é TÃO LINDA que eu não consegui jogar fora (não costumo guardar embalagens, por conta de falta de espaço mesmo). Não lembro quanto paguei, gente, procurem aí na internet. 😛

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Uma foto, dois produtos!

Eu fui até a loja comprar o lápis preto da Toque de Natureza, que é super pigmentado. Fiquei bisolhando as outras coisas e a vendedora me sugeriu testar o primer deles, esta embalagem rosinha LINDA. Eu trouxe pra casa (acho que custou uns R$35,00) e estou APAIXONADA pelo jeito que este primer deixou a minha pele! Ele realmente minimiza os poros e deixa a pele beeeem lisinha. Vale a pena testar! Outro dia eu quase paguei o preço do Pore Fessional, da Benefit…. mas acho que nossas marcas nacionais não ficam atrás. Estou amando este primer!

E este batom???? Geeeeeente!!!! Este batom é da Ruby Rose, encontrei na farmácia e paguei R$15,00. Existem várias cores (e comprei quase todas elas). Este batom é bem mate, mas é bem hidratante (e só por isso já ganhou meu coração). Mas como se não bastasse ele não deixar a boca ressecada, ele tem um cheirinho maravilhoso! Além disso, de um lado é batom, do outro é batom líquido da mesma cor. A boca fica lindaaaaaa!!!! Estou viciada no tom NUDE deste batom, não tiro ele da boca.

Eu fiz outras comprinhas, mas estes são os destaques que eu não páro mais de usar!

Vocês têm algum queridinho pra compartilhar comigo?

Intercâmbio depois dos 30: EU FUI!

Hoje vim contar um pouquinho da minha experiência de intercâmbio depois dos 30. Sempre quis ter essa experiência de vida, porém por falta de oportunidade e outras questões pessoais sempre fui adiando esse meu sonho.

Minha história com o inglês é bem engraçada, na escola, durante o ensino médio, eu era apaixonada por inglês e sempre quis iniciar meus estudos. Comecei com 16 anos, se não me engano, no CNA, terminei todos os módulos, porém todo aquele amor pelo inglês tinha desaparecido, estava super desmotivada e acabei não dando continuidade. Há dois anos eu retomei novamente meus estudos com um professor particular, mas dessa vez eu estava realmente muito focada, estava estudando todos os dias e dessa vez, muito mais motivada. Aos poucos fui pensando novamente sobre essa questão do intercâmbio, porém eu já tinha 30 anos, casada, trabalhando…

Conversando com meu marido decidimos que iríamos fazer, agora era a oportunidade, sentia que esse era o momento. Logo veio outra questão: para onde ir e quanto tempo ficar? Sobre o tempo, não tínhamos muito o que fazer, somente 1 mês de férias e depois ficamos com a questão de para onde ir.

Muita gente me pergunta se vale a pena fazer um intercâmbio de 4 semanas, se você volta falando inglês, entre outras coisas. O que posso dizer é que pra mim valeu muito a pena, fui eliminando aos poucos o medo de falar, pensava e falava inglês 24hs (inclusive com o maridão), conheci um lugar incrível e tive experiências maravilhosas,  vivi culturas diferentes e conheci pessoas do mundo inteiro.

 O que eu tenho para dizer é que: siga seu coração, vá lá e faça, não espere a oportunidade perfeita porque ela não existe, se você tem vontade de fazer intercâmbio com 50 anos, vá. Se você tem 15 dias e quer ir, vá. Não pense na opinião dos outros, o que acham ou deixam de achar.

Nosso destino escolhido foi Malta!! Uma ilhazinha pertinho da Itália, no Mediterrâneo. Quer saber como é o inglês da ilhota, nossa acomodação, escola, passeios? Fiquem ligadinhos no blog que vou contar todos os detalhes em vários posts super detalhados.

E você, já fez intercâmbio? Quer fazer? Conta um pouquinho da sua experiência pra gente!!

Quer ser nossa parceira?

Estamos procurando em sistema de permuta (oferecemos o espaço para suas expressões):

  • Mulheres que gostem de escrever sobre qualquer assunto relacionado ao interesse feminino!
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  • Manas que queiram anunciar em nossa página (informe-se sobre as condições)

Nestes primeiros anos, enquanto o blog está construindo a sua audiência, nossa contrapartida é o espaço para divulgar sua voz. Nós abrimos espaço pra você, aqui em nossa página!

Interessou? Entre em contato com a gente! contato@ladybusybee.com

Mindful Eating: Comendo com Atenção Plena

Muito tem se falado atualmente sobre o Mindful Eating e muitas pessoas já estão ligando a prática à algum tipo de dieta ou nova forma de emagrecimento; é preciso ter em mente que o Comer com Atenção Plena é comer de uma forma não julgadora, baseada em evidências, que sim, está na moda, mas não é modismo: é uma filosofia pautada em saúde e bem-estar. Não é uma dieta com regras, receitas ou cardápios.

“Mindful Eating ou comer com atenção plena é comer com atenção, sem julgamento ou crítica às sensações físicas e emocionais despertadas durante o ato de comer, é o comer envolvendo todas as partes do corpo, mente e coração, na escolha e preparo da comida, bem como no ato de comê-la em si. Envolve todos os sentidos, nos conecta aos nossos sinais internos de fome e saciedade. Comer com atenção plena é muito mais complexo do que simplesmente comer devagar, prestando atenção ao que está comendo.”

 

Para comer com atenção plena é preciso acreditar no nosso “nutricionista interno”. Nosso corpo é preparado para identificar os momentos de fome e os momentos em que se sente saciado, acabamos perdendo essa ligação com o corpo e mente devido o ambiente que vivemos, trazendo expectativas, regras, planos, preocupações. Um exemplo disso é a páscoa: vemos tantos ovos pendurados no mercado e muitas vezes compramos um sem ao menos raciocinar, muitas vezes você foi ao mercado comprar qualquer outra coisa, mas por conta de exposição acaba levando também o ovo de páscoa.

Há também a questão do tamanho das porções, tudo o que vamos comer é grande, pipoca grande, refrigerante grande, vemos um boom de promoções para a aquisição das porções maiores, muitas vezes levamos somente pele preço e nem nos preocupamos se realmente estamos com fome para ingerir aquela quantidade.

Alguns passos para comer com atenção plena:

  • Desacelere, coma devagar, faça uma pausa antes de começar a comer;
  • Faça do horário das refeições uma prioridade, não coloque muitas atividades para serem feitas durante seu horário de almoço e/ou jantar;
  • Reflita sobre como você vai se sentir após comer;
  • Evite repetir;
  • Coma com atenção, o comer distraído aumenta a ingestão alimentar no momento e nas refeições subsequentes;
  • Ponha a mesa, trate-se como um convidado;
  • Coma sem culpa;
  • Se pergunte antes de comer: “Estou realmente com fome?” “Essa fome é física ou emocional?” “O que irá me saciar?” “Quanto eu coloco no meu prato? “
  • Seja um observador de si mesmo.

Pratique atenção plena para que ela se torne um hábito!!

Não esqueça: “Make progress, not perfection.”

Você precisa de acompanhamento ou quer conversar sobre Nutrição? Entre em contato!

Aprenda a identificar se formar família NÃO é a sua praia

Este texto tem um tom um pouco bravo e não estou me dirigindo à pessoas que não querem ter filhos, que não querem ter um relacionamento sério ou duradouro… é pra gente que faz com que a outra pessoa acredite que quer, quando na verdade não quer (ou que ainda não percebeu que NÃO quer)!!! Este texto é para os vampiros de energia e boas intenções, para os aventureiros que fazem turismo com a vida de gente de bem, que usam as pessoas pra atender suas necessidades. E portanto, é pra essa gente o tom que estou usando no texto!

Na real, este é um texto pra tentar fazer com que as pessoas identifiquem suas tribos reais. Porque gente que se enfia na tribo errada, além de se embananar depois, também embanana a vida dos outros. Portanto aqui vai um guia reverso pra você que não quer formar uma família. Porque pra formar família, primeiro de tudo: você precisa de um par. E pra isso você precisa entender que não vai encontrar um gêmeo seu, com as mesmas aptidões que você, os mesmos gostos que você, as mesmas ideias, os mesmos sonhos, os mesmos medos, gostarem das mesmas comidas, das mesmas cores, dos mesmos lugares. Isso não é amor, isso é um CLONE. Esta pessoa duplicada não existe! O que existe são pessoas que tem afinidades com você. Algumas. E mesmo assim, você um dia pode ter grandes chances de supervalorizar nesta pessoa o que não tem nada a ver contigo, e deixar todo o resto ir por água abaixo. Dito isso, se você quisesse achar uma pessoa para formar uma família, teria que saber o significado de duas palavras: a primeira é consenso. Graças a Deus, porque existe este conceito, tornou-se possível a união de duas pessoas na face da Terra. Quando elas não concordam onde elas querem jantar no sábado à noite, elas entram em? Em consenso! Você quer comer o quê? Eu quero lanche. E você? Eu quero comida saudável. Bom, então vamos naquele vegetariano, onde tem lanches e opções de comidas saudáveis. Ou, em uma praça de alimentação – cada um pega o que quer. Pronto, duas pessoas felizes, porque sabem o significado da palavra consenso. E a outra palavra que você – que não quer formar uma família – também não precisa conhecer é a palavra ceder. Ceder é o que você faria se seu par quisesse passar o final de semana prolongado na casa dos parentes no interiorzão, quer tipo: MUITO – e no último final de semana prolongado vocês foram para aquele lugar que VOCÊ queria ir. Seu par cedeu daquela vez, você cede desta. E cede porque gosta, cede porque quer. Não porque tem um bloquinho de anotações onde está contando quantas vezes cedeu. Bom, isso é o que você faria se quisesse formar uma família, como não quer, não precisa colocar nenhuma concessão em prática, já que formar uma família não é a tua.

Quem quer formar uma família, está aceitando viver em um grupo e pra viver em grupo você vai conviver com pessoas diferentes. Porque Deus felizmente nos deu a graça de desenvolver nosso jogo de cintura e de aprender com gente diferente da gente. Imagina o quão chato seria conviver com gente exatamente igual à gente???? Igual em absolutamente tudo? Puta que porre! Então Deus nos deu a capacidade de saber conviver com as pessoas, com a educação e diplomacia que temos, com o gosto que temos em viver acompanhados e não isolados, e com o amor que se cria no coração (partindo do princípio que o que faz com que duas pessoas juntem as escovinhas de dente é o amor), mas isso é só pra quem quer formar uma família. Você, que não quer formar uma família, não precisa fazer nada disso. Não precisa conviver com quem não tem afinidade com você, nem alimentar sentimentos – porque formar família não é a tua.

Outra coisa que você não precisa fazer é planos conjuntos. Não precisa sentar com a pessoa pra falar sobre isso. Você pode olhar e seguir pra direção que quiser, sem companhia mesmo, sem o exercício de fazer planos a dois, porque formar família não é a tua. Se fosse, você provavelmente teria que encontrar um meio termo entre sua vontade e a vontade do teu par, porque dificilmente vocês desejariam exatamente a mesma coisa. Por exemplo: você quer morar em um lugar sossegado, com área verde, onde as crianças possam brincar na rua. Seu par quer morar em um lugar com boa localização, perto de todas as facilidades. Então provavelmente teriam que encontrar uma cidade grande que tenha aquilo que você procura, tipo Curitiba. Tem área verde, tem sossego, tem jeito de interior, mas ainda tem todas as facilidades de uma cidade grande. Você não precisaria dizer pro teu par assim: ah você não quer morar no interior? Então tchau, estou indo embora. Já que – como falamos anteriormente – você saberia exatamente quais as prerrogativas de se conviver com alguém e formar uma família. Mas como também sabemos, formar família não é a tua.

Quem não quer formar família não tem a preocupação de falar sobre o assunto principal quando se fala em família, que é a multiplicação – nem de falar, nem de colocar em prática (pelo menos não com os fins de se multiplicar). Você, que sempre fugiu deste assunto e desta situação (o sexo) está sendo coerente com si mesmo, já que justamente não quer formar uma família. Você não precisa ser honesto, ser transparente, ser claro em relação àquilo que pensa, sente, deseja, projeta – porque não há ninguém com você e você NÃO quer formar uma família. Portanto, você pode querer uma coisa hoje, daqui há um mês outra, dali há dois meses outra e pode arredar o pé de onde está quando quiser, porque formar uma família é a última coisa que você quer nesta vida. Você pode ficar quanto tempo quiser com uma pessoa, 3, 5, 7 anos… e depois pode simplesmente sair, bater a porta e dizer tchau, porque você nunca quis formar uma família e sempre deixou isso bem claro. E se você aparecer com outra pessoa em menos de dois meses, tudo bem, porque o par anterior sempre soube que formar família nunca foi sua opção. Esta é uma informação que nunca saiu da sua boca.

As pessoas que desejam formar uma família, em geral, têm a única e principal afinidade de todas: a aptidão para formar família. Isso é um dom. Quem tem aptidão para formar família sabe que vai enfrentar dificuldades, desafios do relacionamento, desafios no caminho de se construir uma vida, e sabe que terá que passar por estes desafios – juntos. Vai ter sempre alguém mais interessante, alguém mais atraente, alguém até mais legal – mas este casal fez uma escolha e existe um sentimento que os une, além desta aptidão de formar uma família. E é esta promessa (promessa, coisa da época dos nossos avós, quando ainda se podia confiar na palavra de alguém) que vai fazer com que todas as pessoas mais interessantes, atraentes e legais sejam irrelevantes.

Gente que quer formar família não desiste quando os grandes desafios aparecem. Eles enfrentam. Eles dobram os joelhos e pedem ajuda. Eles se submetem à Deus, não como pessoas únicas, mas como casal que são. Pessoas que querem formar uma família não mudam de pares como quem trocam de roupa. Elas escolhem com o coração, com coerência, com clareza. Elas encontram, na vida, alguém com quem seja agradável passar o tempo, alguém a quem abram seu coração – e se entregam. Elas são mais fortes juntas, do que são sozinhas. Elas são mais felizes juntas, do que são sozinhas. São pessoas que valorizam a família, que sabem o valor que tem a família e que têm aptidão para formar uma família. E com o passar do tempo este sentimentozinho que os uniu, vai se transformando em sentimentozão, vai crescendo tanto, tanto, tanto, que chega a doer.

E é por isso, eu acho, que é tão difícil esta coisa de formar família. Porque família a gente ama, intensamente. E amar não é fácil. Amar dói. Amar incomoda. Amar, não é confortável. Você sabe que de um segundo pra outro, a pessoa a quem você ama pode não estar mais ali. Ou sabe que ela pode sofrer e você não vai poder sofrer por ela. O nome disso, meu bem, é amor. E mesmo sendo tão difícil, ainda é a coisa mais sublime que pode acontecer na vida de uma pessoa.

Mas, com este texto, não estou dizendo que se você não quer formar uma família então você não ama. O que estou querendo dizer, na verdade pedir, é que a gente identifique bem nossos objetivos quando a gente se envolver com alguém. Que por amor de Jesus Cristo a gente se conheça bem, pra não embananar a vida de ninguém com nossas confusões e sazonalidades! Não se pode ser sazonal, quando há outra pessoa envolvida com nossa vida! Você, que sai por aí dizendo que quer formar família, já se perguntou se realmente quer?  Se realmente você tem aptidão de construir uma vida ao lado de alguém? Se está disposto (a) a pensar de dentro pra fora? Se está disposto (a) a pensar em conjunto? Seu coração está realmente aberto para o amor? Porque tudo resulta daí. Tudo é fruto natural de duas pessoas se amarem. Tudo vem de não se ter medo de amar. E aí?

Se seu par sonha em formar uma família e essa não é a sua (ou não com ele), não deixe pra falar isso pra ele depois de XX anos. Se você não está olhando para a mesma direção que seu par, FALE AGORA. Fale já. Seja honesto. Seja transparente. Faça um ajuste, se for possível. Ou, simplesmente, permita que ele encontre alguém que esteja.