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Minimalismo, simplicidade e felicidade

Ouvi falar pela primeira vez em armário capsula em um artigo sobre uma americana que eu todas as suas roupas e recomeçou seu armário, com peças básicas que se combinam entre si. Ela diz no artigo que o tempo e dinheiro que gastava com roupas e experimentando roupas, agora ela direciona para outras coisas que lhe faz feliz (ou melhor, experiências que a deixam feliz). Caroline Rector, a dona do armário, tem um blog sobre este assunto, chamado Unfancy. “I wanted a change. I wanted to stop spending money on emotional purchases. I wanted to stop buying clothes that were going to end up in the donation pile after a month. I wanted to start making more intentional buying choices. I wanted to start finding my style and confidence. (…) I realized that happiness, contentment, and joy come from within—not from stuff or external circumstances;” Caroline Rector O armário cápsula é só uma das facetas do minimalismo. O minimalismo é um conceito, que tem a ver com simplicidade, com a ideia de que podemos ser felizes …

Mãozinhas e pés sujos de terra: uma criança mais feliz, um ser humano melhor.

“Eu respeito aquilo que eu conheço” Alain Laboille, (autor da foto de destaque usada neste post) um escultor que se tornou também fotógrafo e fotógrafo que se tornou pai, fez uma transição no assunto de suas  fotografias: das esculturas e artes plásticas para o registro da infância dos seus 6 filhos. Este registro, bastante generoso, não interferindo em suas brincadeiras em meio à natureza e ao ambiente em que vivem, quase que observando de fora deste mundo criado por elas. Sem nenhuma censura. Elas são livres para interpretar aquele ambiente ao seu modo, são livres para interagir com ele, para sujar seus pés, suas mãos e seu corpo inteiro de terra, de água, dos elementos da natureza. As fotos, são belíssimas. Belíssimas porque são frutos de uma descoberta e interação genuína, carregadas da vitalidade, do frescor, do encantamento e da pureza próprios dos olhares das crianças. O pai registrar com seu olhar, uma vivência proporcionada pelo olhar das suas crianças. Fotos: Alain Laboille Assim como ele, Irmina Walczak e Sávio Freire proporcionaram à sua filha …

Conheça Glória de Souza, criadora do método de aprendizado que mudou a história da educação na Índia

Source Gloria de Souza tinha 45 anos e era professora da escola elementar (ensino fundamental) em Bombaim, na Índia, quando foi encontrada pela Ashoka Changemakers. Eles estavam procurando pessoas com perfis de profundos transformadores e empreendedores sociais quando encontraram em 1981 uma professora indiana cujo sonho era transformar a educação na Índia. Ela, que naquela altura já lecionava há 20 anos, dizia que nada lhe entristecia mais do que andar nos corredores da escola e escutar os alunos repetirem em uníssono as cantigas de roda inglesas. Para ela este sistema de aprendizado pela repetição era o som de uma lavagem cerebral. Foi em uma oficina sobre educação experimental que Glória despertou para as novas oportunidades educacionais. Diante da falta de parcerias de colegas pouco entusiastas e pouco corajosos em uma mudança que sabiam que era necessária, Glória decidiu tentar por conta própria. Deixou de lado os livros didáticos com referências ao meio ambiente e levou os alunos para conhecerem os pássaros e plantas locais, e os convidou a explorar e resolver questões. Nas lições, começou …

Eu, mãe

Eu poderia fazer uma lista. Da primeira, náuseas constantes, pressão alterada, dor pélvica por longos meses, parto prematuro, indução que falhou, cesária que acabou com meu psicológico. Zero amamentação, apesar dos 30 dias de ordenha, nutricionista para ela, puerpério do “capeta”. Ok, aceita que dói menos, vem a mamadeira. E quando finalmente o peso sobe, vem o vírus. E é um que mata. Internação, tubos, dieta zero de novo. Saturação para baixo, UTI e 11 noites saltando a cada “bipe” das máquinas. Na segunda, ainda no ventre, o despreparo emocional para a surpresa do positivo, as náuseas incapacitantes que logo se transformaram em vômitos diários. Qualidade de vida: zero. Mas o tempo passa, sempre passa, e tudo parece que vai entrar nos eixos. Mas aí vem acidente no pé, duas infecções e outras intercorrências. Imunidade deve estar na lua, por aqui passando longe. Médico do PS até confirma o que eu já pensava e diz que não acha nada saudável estar grávida. É feto sugando nutrientes, forças, energia. Não tem como ser normal, ele disse. …

Kathleen Hanna e o “tumulto feminino” do qual você também vai querer fazer parte!

Kathleen Hanna, nascida em 12 de Novembro de 1968 (quase dez anos antes de mim) em Portland, nos Estados Unidos, foi mais conhecida por ser a vocalista das bandas Bikini Kill e Le Tigre. No entanto, iniciou um legado pelo qual ainda hoje se luta: a voz e a marca feminista no mundo. Quando adolescente já se interessava pelos direitos das mulheres, por literatura feminista e por filosofia – o que lhe beneficiou bastante na hora de escrever as letras das músicas para suas bandas e o que lhe levou a ser uma das principais atuantes do Riot Grrls Movement e escritora dos principais fanzines que integravam o movimento. As letras das músicas, assim como os textos propunham reflexões sobre a beleza e a sexualidade, também tinham a intenção de tratar do assunto dentro do universo punk rock e influenciaram e marcaram a juventude de muita gente. “Aprendi que não precisava seguir referências externas e que a idéia de ser quem eu quisesse ser e fazer absolutamente tudo o que gostaria não se aplicava só aos meninos” Stevie …

Ela é transgênero

Ele nasceu ela… Com um ano, eu já percebia atitudes diferentes no comportamento, mas até então não estavam claras para mim. Lembro-me que na festinha de um ano, o vestido descosturou e ele descobriu; enfiou o dedinho e foi descosturando,até perguntar-me se poderia vestir seu short e camiseta. Os anos foram passando, e sempre com preferência por shorts, jeans, camiseta e tênis; comum entre os adolescentes e jovens. Gostava de brincar de tijolinhos, Lego… Curtiu os personagens da Turma da Mônica, principalmente o Cebolinha.  Aos 4-5 anos, observei que estava tendo um comportamento bastante agressivo e levei ao psicólogo, onde fez terapia.  Na escola, destacava-se por  gostar de esportes considerados até então “masculinos”, como  futebol e handebol. Na adolescência, ficou mais latente o jeito masculino de ser e a agressividade. Várias vezes fui chamada ao colégio, para conversarmos sobre  o comportamento dele e como lidar com isso.  Nessa época, recebi sábios conselhos do diretor do colégio, hoje, um grande bispo. Uma das frases que ele me falou: “Graça, minha querida, pense nisso: Não existe  ex-mãe,nem ex-filho!” Tenho absoluta certeza …

Aprenda a driblar suas expectativas

Source: uma foto & um poema Os motivos pelos quais nós nutrimos altas expectativas sobre situações e pessoas, são vários. Isso pode ser fruto de um desejo interno e muitas vezes não consciente que nós temos – outras vezes bastante consciente e até reprimido. Um exemplo é quando temos uma grande expectativa de ganhar na mega-sena, porque desta forma teríamos dinheiro para “comprar nossa felicidade” – porque atualmente somos infelizes atrás de um computador, reprimindo nossos desejos e vocações verdadeiras e deixando nossos planos de lado. Então tudo vai por água baixo em todas as nossas tentativas frustradas de ter o bilhete premiado. Outra possibilidade que fomenta nossas expectativas lá em cima poderia ser um nível de exigência em relação aos outros de acordo com nossos próprios esforços. Fácil de entender: você se considera uma pessoa íntegra, ou você é bastante solícita, está sempre ajudando os outros e sem perceber nutre em relação às pessoas com quem convive expectativas de acordo com sua personalidade, com seu jeito de ser. Isso sem falar na paixão, que automaticamente leva nossas …