Autor: Busy Bees Colaboradoras

Paris como um parisiense

Image: @mattglm (via Unplash) Por Bel Sliominas Este post inaugura uma série de conteúdos maravilhosos sobre esta cidade que divide opiniões : PANAME 😉 Estou à 8 meses morando em Paris e já tenho muitas histórias para contar e dicas para você que quer ser um « quase-local »… Eu entendo perfeitamente a necessidade em tirar a foto clichê em frente à Torre Eiffel (confesso que de vez em quando eu faço também), mas existem bairros, ruas e lugares secretos, sem tanta concorrência e simplesmente incríveis que vale anotar, pra sua próxima visita. Pensando nisso, pensei em 10 passos em como ser um quase-local em Paris. Bora lá? 1) INSTAGRAME Abra o Instagram e procure as hashtags #paris ou #parissecret e olhe os resultados que te agradam na timeline. Você vai se surpreender com a quantidade de lugares que vai encontrar para visitar e que ainda nao conhece, fora do circuito turístico. Ver fotos de um restaurante, uma rua charmosa, um museu diferente, tudo sob o olhar de terceiros pode ajudar nessa busca. Depois é só …

Quando você percebe que está mais feliz sozinha

Vamos começar este texto e vamos ver se você vai conseguir termina-lo. Vai ser um pouco difícil de digeri-lo, se você se identificar com ele. Com um relacionamento que era seu ideal de vida, seu sonho, fazia parte de tudo o que você sonhava. E não era muito, o que você sonhava. Apenas ter um lugarzinho pra vocês morarem e uma relação saudável, com todos os ah e os ais, com as brigas e as reconciliações, com os erros, os acertos, os defeitos de um e de outro e as coisas maravilhosas de um e do outro – e a evolução, juntos e individualmente. Mas que por algum motivo, todo dia é uma batalha energética onde você sente todas as suas energias sugadas, como se alguém tivesse vindo com um canudinho e literalmente sugado toda sua luz. Você está opaca. Você está fraca. Você está triste. Provavelmente se não está em depressão, está caminhando pra uma. E é provável que eleja algum momento do seu dia para chorar, botar pra fora seu desespero e seu …

Eu, mãe

Eu poderia fazer uma lista. Da primeira, náuseas constantes, pressão alterada, dor pélvica por longos meses, parto prematuro, indução que falhou, cesária que acabou com meu psicológico. Zero amamentação, apesar dos 30 dias de ordenha, nutricionista para ela, puerpério do “capeta”. Ok, aceita que dói menos, vem a mamadeira. E quando finalmente o peso sobe, vem o vírus. E é um que mata. Internação, tubos, dieta zero de novo. Saturação para baixo, UTI e 11 noites saltando a cada “bipe” das máquinas. Na segunda, ainda no ventre, o despreparo emocional para a surpresa do positivo, as náuseas incapacitantes que logo se transformaram em vômitos diários. Qualidade de vida: zero. Mas o tempo passa, sempre passa, e tudo parece que vai entrar nos eixos. Mas aí vem acidente no pé, duas infecções e outras intercorrências. Imunidade deve estar na lua, por aqui passando longe. Médico do PS até confirma o que eu já pensava e diz que não acha nada saudável estar grávida. É feto sugando nutrientes, forças, energia. Não tem como ser normal, ele disse. …

É sempre imediata a minha vontade de querer trabalhar TFT com as pessoas

“Investi profundamente em duas licenciaturas, muitos cursos, muitas vivências com bebês, crianças, jovens e adultos. Mas fiquei doente. Me tratei. E me curei. Então escolhi ajudar as pessoas com o que funcionou para mim: o TFT, a Terapia do Campo do Pensamento.”  Letícia Wolf O único lugar que tinha no ônibus era próximo à janela. No lado do corredor estava sentado um senhor de olhos fechados. Pedi licença titubeando, por pensar que ele estava dormindo. Foi ele quem pediu desculpas: era ardência nos olhos, tinha feito uma cirurgia. Conversamos sobre. É sempre imediata a minha vontade de querer trabalhar TFT com as pessoas que estão com alguma dor, seja física ou emocional. Porque sei que traz resultados. E ele tinha uma energia tão boa… Mas não posso sair pela rua ensinando e falando sobre a técnica! Pensei que pudesse vir um sinal para saber se eu ensinava o tratamento para ele (logo ali, no ônibus!?). Então, paramos de conversar e ficou um silêncio. De repente, ele disse: “E sabe o que diz o poeta?”. Ao …

Ela é transgênero

Ele nasceu ela… Com um ano, eu já percebia atitudes diferentes no comportamento, mas até então não estavam claras para mim. Lembro-me que na festinha de um ano, o vestido descosturou e ele descobriu; enfiou o dedinho e foi descosturando,até perguntar-me se poderia vestir seu short e camiseta. Os anos foram passando, e sempre com preferência por shorts, jeans, camiseta e tênis; comum entre os adolescentes e jovens. Gostava de brincar de tijolinhos, Lego… Curtiu os personagens da Turma da Mônica, principalmente o Cebolinha.  Aos 4-5 anos, observei que estava tendo um comportamento bastante agressivo e levei ao psicólogo, onde fez terapia.  Na escola, destacava-se por  gostar de esportes considerados até então “masculinos”, como  futebol e handebol. Na adolescência, ficou mais latente o jeito masculino de ser e a agressividade. Várias vezes fui chamada ao colégio, para conversarmos sobre  o comportamento dele e como lidar com isso.  Nessa época, recebi sábios conselhos do diretor do colégio, hoje, um grande bispo. Uma das frases que ele me falou: “Graça, minha querida, pense nisso: Não existe  ex-mãe,nem ex-filho!” Tenho absoluta certeza …