Saúde

7 maneiras de dar um upgrade em seu cérebro (e por que isso é importante)

A maleabilidade do nosso cérebro não é uma característica inata: ela vai se desenvolvendo com leitura, experiências, aprendizados novos, atividade física.

A ciência passou boa parte do tempo estudando como o cérebro influencia nosso comportamento, para nos últimos anos perceber que na verdade é o contrário: nosso comportamento muda nossa cérebro. Mais do que carga genética, o que realmente afeta as sinapses são os acontecimentos, nossos hábitos. A ciência entendeu que vale mais a pena e traz mais resultados o estudo integrado do corpo, da mente e do mundo.  Nosso cérebro é afetado por nossos costumes, pelo que a gente ingere, pelo que a gente acredita, pelos remédios que a gente toma, as doenças que temos, nossos medos, nossos traumas, nossa fé. Através de tudo isso, mais de 10 mil sinapses podem ser criadas em cada um dos nossos nossos 100 bilhões de neurônios.  

É por isso que provavelmente você já leu na internet muita gente falando sobre como criar novas sinapses e tal – tenha em mente que o importante não é a quantidade de sinapses que você cria, mas a qualidade delas. O neurologista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Raul Marino Junior disse para a Superinteressante que a experiência é que influencia a genética e determina a formação do cérebro, não o contrário. Olha que notícia boa!!!

Estas sinapses são o que desenvolvem todas as nossas Inteligências (inatas, mas pouco ou bastante desenvolvidas) e protegem nosso cérebro da degeneração natural com o passar dos anos. Funciona assim: a atividade física influencia o hipocampo, envolvido com os processos de memória e aprendizado. Os exercícios estimulam o aumento da produção de neurônios a partir de neuroblastos, organismos precursores das células nervosas, e das glias, células que colaboram para o bom funcionamento das sinapses. A parte dorsolateral do córtex, guarda uma espécie de reserva cerebral, como explicou o neurologista Colete Fabrigoule, da Universidade de Bordeaux (não achei o Twitter do cara). Essa área substituiria o funcionamento de outras áreas e funções que se enfraquecem com o tempo. Pesquisadores mostraram que o córtex pré-frontal, uma das áreas responsáveis pelo pensamento e planejamento de ações, é mais espesso em pessoas que praticam meditação há vários anos. O mesmo efeito influenciaria outras regiões ligadas à atenção, à introspecção e à sensibilidade, como o córtex insular. Esta maleabilidade do nosso cérebro não é uma característica inata: ela vai se desenvolvendo com leitura, experiências, aprendizados novos, atividade física. (fonte)

A notícia boa no meio disso tudo é que quanto mais novidades você inserir na sua vida e quanto mais você conseguir fazer conexões entre elas, mais você vai beneficiar seu cérebro, em curto e longo prazo.

Nessa lista de novidades, se inclui muita leitura, cursos novos, aprender a tocar um instrumento ou a falar uma nova língua, quem sabe? Fazer passatempos (Sudoku, Paciência, enfim), dar uma olhada no caderno de Matemática dos filhos/netos/sobrinhos, fazer atividade física, escutar músicas novas, conhecer lugares novos, sair da zona de conforto.

Dito isso, pra te ajudar e te inspirar, selecionamos algumas coisas com as quais você pode se animar e iniciar um novo hobby!

Aprenda a tocar um instrumento

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Tocar um instrumento melhora nossas habilidades analíticas e motoras, nossa concentração e percepção, além de estimular valores como trabalho em equipe (você raramente vê um musicista brilhando sozinho, ele sempre faz parte de um grupo maior que juntos produzem a música que adoramos escutar), o respeito mútuo, o desenvolvimento artístico e criativo. E mesmo que nada disso fosse possível, eu juro pra vocês: todo dia que eu estou chateada, pego meu violão, vou pra perto da janela tomar sol e fico dedilhando alguma coisa, e naqueles minutos esqueço da vida. Só por causa disso, já vale a pena aprender a tocar alguma coisa pra pelo menos você ter onde derrubar as mágoas e dificuldades da vida (que não são poucas, hahaha).

Você pode começar identificando que tipo de instrumentos curte (de cordas? De teclas/melodicos? De sopro?). Depois de ter uma ideia do que você mais gosta, busque os instrumentos mais fáceis dentro do grupo escolhido. Se for corda, pode começar com o Ukulele (o instrumento não é caro e depois de uns três vídeos você já sai tocando uma música, e tudo indica que será Jackie Tequila, hahahaha!). Se for de sopro, tem a flauta doce, que dizem que é super fácil de aprender. Se for de teclas, tem a escaleta, o teclado. E tem o grupo dos tambores, dizem que também é super fácil aprender Bongo, pandeiro, entre outros.

Lembre-se que cada um deles vai desenvolver – e depender – de alguma habilidade específica, como a motora, sincronicidade, controle de fluxo de ar, resistência física, preparo muscular. Se você acha que não tem algumas das habilidades para o instrumento que gostaria, não desanime e não desista, porque com a prática se aprende tudo!

Estude um novo idioma

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Mas veja bem!!! Uma coisa é você escolher um idioma porque seu currículo pede. Outra é escolher um idioma que realmente gosta – e isso faz toda a diferença! Se você gosta de japonês, vai estudar japonês! Se curte o espanhol, estude espanhol. Existem inúmeras maneiras: pagar um curso, se você pode investir bastante. Assinar um aplicativo (ou usar sua versão gratuita), se não quer pagar muito. Assistir filmes, vídeos e ler livros no idioma escolhido, se você só quer curtir. Na época das nossas mães, a internet não existia e elas não tinham o acesso que temos hoje.

Depois que souber o suficiente para poder conversar um pouquinho, arranje uma maneira de praticar! Vale uma viagem para um país que fale a língua que escolheu, um novo amigo na internet, gravar vídeos sozinha, enfim. Para a gente treinar o cérebro, precisa sair da nossa zona de conforto. Dentro dela, tudo vai continuar igual! 😉

Faça artesanato

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Assim como a música, a ideia é você identificar dentro do artesanato as coisas que se identifica: pintura? Tecelagem? Desenho? Crochê, tricô? Sabonetes artesanais? Costura? Arte em madeira, em pedra sabão? Renda, cestaria? Depois que escolher um, procure por cursos: online, gratuitos, oficinas, presenciais, etc.

O artesanato desenvolve nossa concentração, capacidade analítica, coordenação motora e expressão artística e criativa. Não é à toa que a arte se tornou uma das formas de terapia alternativa existentes, a arteterapia. A arte não apenas cura: através dela você consegue se expressar melhor, se conhecer melhor e também controlar a ansiedade.

Mexa o corpo!

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Não interessa se você vai sair para caminhar, se vai fazer uma aula de dança (e também não interessa que dança), se vai se matricular na aula de spinning ou de zumba, se vai andar de bicicleta ou se vai comprar uma esteira: o que interessa é que você PRECISA mexer o corpo!

A atividade física melhora a memória, aumenta nossas endorfinas e seretoninas, reduz problemas de saúde – crônicos ou não: pode melhorar a respiração, dores crônicas de cabeça ou nas costas, reduz a chance de problemas cardiovasculares, trabalha a ansiedade – além de auxiliar no combate à depressão.

Atividade física não é mais recomendável: é necessária para todas as fases da nossa vida. E quando chegar a menopausa, ter um histórico de atividade física vai fazer você enfrentar os sintomas com muito mais resistência – e provavelmente eles serão menores – do que uma pessoa que não faz atividade física (isso é sério, viu?).

Portanto, quando alguém te recomendar atividade física, “eu odeio” é uma resposta irrelevante. Não é opcional! Você precisa de atividade física, simples assim.

Leia…

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Leia gibis, leia jornais. Leia bulas de remédio. Leia no Kindle. Leia livros físicos. Leia livros de receita. Biografias. Livros de arte. Romances. Livros de autoajuda ou de desenvolvimento profissional. Leia qualquer coisa, mas leia!!! A atividade intelectual minimiza os sintomas de doenças de degeneração cerebral, como o mal de Alzheimer (uma doença que acomete principalmente as mulheres). O cérebro compensa a morte de neurônios rearranjando as sinapses. Quanto mais você ler, melhor. Comece já! Comece hoje! E continue, quando o livro acabar.

Estude assuntos que gosta

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Quais são os assuntos que te interessam? Arte? Filosofia? Economia? Medicina Natural? Jardinagem? Dedique algum tempo da sua semana para estudar estes assuntos: um, ou mais de um. Sozinha ou acompanhada. Conforme vai lendo, estudando e sobretudo praticando, vai notar como sua mente fará associações e naturalmente trará insights sem você buscá-los. Sinal de que ela está trabalhando bem e que suas sinapses estão sendo construídas com sucesso!

Explore lugares novos

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Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é escolher algum bairro legal de São Paulo, para visitar e conhecer. Gosto de andar pelas ruas, olhar as casas, o comércio, as pessoas. Ir a algum lugar conhecido, da região, pra comer alguma coisa. Sentir os cheiros, as texturas, olhar as cores, a paisagem. Fotografar. Escrever. Registrar. Se eu pudesse eu faria a mesma coisa em algum outro país, em alguma outra cidade. Estou te contando isso pra te dizer que você não precisa ir para o Afeganistão, para criar novas sinapses, se não tiver tempo e nem dinheiro. Pode fazer isso aqui mesmo! Há muito o que se descobrir, ao nosso redor! Não esperem te contar, vá e faça isso você mesma! 🙂

Menção honrosa para meditação! E quem está falando nela é uma pessoa extremamente inquieta e elétrica, que se achava incapaz de ficar sem pensar em nada por mais de dois minutos. Tenho me surpreendido como 8 minutos sem pensar em nada (foi o que consegui até agora) estão me fazendo bem! Não esqueça: o nosso cérebro sofre mesmo uma degeneração natural, com o passar dos anos. Mas tem, dentro dele, uma areazinha que cobre a galera que não está trabalhando direito. Faça coisas novas, busque experiências que nunca teve, prove novas comidas, leia novos livros, escute músicas em outros idiomas, coloque a cabeça pra fora da caverna, pra exercitar este carinha, porque é ele que vai ser seu melhor amigo no futuro.

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