Livros

Livros de poesia de mulheres que escrevem sobre o que você também sente

Nunca a literatura deu tanta voz às mulheres e às nossas dores e lutas. Há muitas coisas universais, no mundo. Ser mulher é como uma linguagem universal: nós compartilhamos dores, senão iguais, parecidas. Equivalentes. E a literatura traz esta voz e este grito, pincelada em suas páginas. Ainda bem! Ainda bem que vivemos em uma época em que a poesia se democratizou com as facilidades digitais e as publicações independentes. Deste movimento  vieram à tona vários diamantes do mundo tudo. Muitos destes diamantes são poetas brasileiras! Nós vamos mostrar o trabalho de três delas, desta vez. 

Aqui vão sugestões de leitura para Setembro.

  1. O que o sol faz com as flores, por Rupi Kaur – O que o sol faz com as flores é uma coletânea de poemas sobre crescimento, ancestralidade, amadurecimento, sofrimento e cura. Organizado em cinco capítulos e ilustrado pela própria autora, o livro percorre uma jornada dividida em murchar, cair, enraizar, crescer, florescer. Poeta, artista plástica e performer, Rupi Kaur nasceu em Panjabe, Índia, mas emigrou com seus pais para Toronto, Canada, quando tinha 4 anos. Inspirada por sua mãe, começou a desenhar e pintar ainda criança. Formada em Retórica e Escrita Profissional, publicou Outros jeitos de usar a boca, livro de poemas sobre experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. Ela também assina as ilustrações deste que se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos e traduzido para mais de trinta idiomas. (fonte: Livraria Travessa)
  2. Transformando garotas em monstros, por Amanda Lovelace –  Vencedora do Goodreads Choice Award de 2016 na categoria Melhor Poesia, Amanda Lovelace apresenta sua nova duologia ilustrada, Coisas que assombram. Nesta primeira parte, Transformando garotas em monstros, Lovelace explora a memória de estar em um relacionamento abusivo. Ela levanta a eterna pergunta: você pode se curar depois de ter sido marcada por um monstro ou sempre sentirá dor? Amanda Lovelace é uma poeta americana de Nova Jersey, e também autora de “A princesa salva a si mesma nesse livro”. (fonte: Livraria Travessa)
  3. Teaching my mother how to give birth, por Warsan Shire – Nesta obra de estreia de Warsan, testemunha-se a descoberta de uma poetisa que encontra seu caminho através de todos os preconceitos para atingir o coração diretamente. Warsan Shire é uma poeta e escritora somali, nascido no Quênia e que mora em Londres. Nascida em 1988, ela é uma artista e ativista que usa seu trabalho para documentar narrativas de jornadas e traumas. São poemas, em sua maioria em prosa abordando temas como a guerra, suas origens, a violência contra as mulheres e sobre a sensação de não pertencimento enquanto mulher negra, africana, vivendo na Europa.
  4. Women of Resistance – Poems for a New Feminism – Ativistas criativos reagiram às eleições presidenciais americanas de 2016 de inúmeras maneiras. As editoras Danielle Barnhart e Iris Mahan se basearam em seu profundo conhecimento da cena da poesia para montar uma lista de poetas que assumem uma postura feminista contra a nova autoridade. O que começou como uma colaboração informal de poetas com ideias semelhantes ―a ser lançado como um livrinho de bolso ― se tornou algo muito mais substancial e ambicioso: uma antologia totalmente desenvolvida de resistência feminina, com uma parte dos lucros apoiando a Paternidade Planejada e o Centro para Direitos reprodutivos. Ideia  ser copiada por aqui!!!  Representando a complexidade e diversidade da feminilidade contemporânea e apoiando a luta contra o racismo, sexismo e violência, esta coleção une poderosos novos escritores, performers e ativistas com poetas estabelecidos.
  5. Soft Magic, por Upile Chisala – Poeta Malaviana, em sua primeira coleção de poemas, explora gênero, identidade, diáspora e auto-cuidado.
  6. Relógio de Pulso, por Ana GuadalupeAna Guadalupe, nascida em Londrina e morando em São Paulo atualmente, também é autora das obras “não conheço ninguém que não seja artista” e preocupações”. Relógio de Pulso é uma coletânea de seus poemas escritos entre 17 e 24 anos. Ela tem uma poesia curta, delicada, profunda.
  7. Dobradura, por Alice Sant’Anna – Diversas as personagens que povoam estas “dobraduras” de Alice Sant’Anna: a marcelina que não faz esgrima, a françoise sentada num café francês ou a nara observando o diálogo dos peixes no aquário, todas elas delineadas com um humor bem peculiar e inesperado. Com talento e simplicidade Alice sabe extrair poesia das coisas mínimas, em suas anotações sobre as cidades, os objetos ao redor, os gatos, peixes e cachorros, desautomatizando o lugar-comum em suas micronarrativas. Como ficar olhando o trajeto das formigas antes de dormir. E ver ali algo diferente. Alice Sant’Anna, carioca, nascida em 1988, é autora de obras como Pingue-Pongue (2012) e Rabo de Baleia (2013). Em seus poemas, pequenos contratempos e felicidades da vida cotidiana são observados por um olhar curioso e criativo, que intui sentidos inesperados onde nos acostumamos a esperar apenas a trivialidade da rotina. (Fonte: Livraria Travessa)
  8. Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta, com organização de Mel Duarte – A primeira grande antologia de poetas slammers brasileiras, reúne poesias de 15 mulheres slammers de todas as regiões do Brasil. Os chamados poetry slams chegaram ao Brasil em 2008, e são batalhas de poesia falada com temática livre que tem como destaque temas como racismo, machismo e desigualdade social. Com prefácio de Conceição Evaristo, o livro conta também com ilustrações de Lela Brandão e é organizado pela escritora Mel Duarte, autora de uma das performances de maior destaque da Flip 2016 e integrante do Slam das Minas – SP. 

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