Reflexões

Seus problemas são responsabilidade sua

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Não sei se em algum momento da sua vida você se viu mergulhada na merda e se achando um lixo. Certeza que você riu (ou chorou) agora. Desde que o mundo é mundo existem cabeças duras como nós – ou, melhor dizendo, existem fases em que somos cabeças duríssimas – e cabeçadurar é uma característica inata do ser humano.

Juro que é verdade!

A vantagem do mundo animal é que eles não fazem merda (não as deste tópico). No reino animal não se erra nem acerta. Apenas se vive, instintivamente. E também existe a grande diferença de que o bicho não sabe refletir, não sabe ponderar e também não aprende.

Porque essa é a grande função de se fazer merda!!! Aprender! 🙂 E a pessoa perfeita, exemplar, que jamais erra e que nunca fez merda na vida, não existe. Portanto, não se sinta um lixo, você é só mais um serumaninho na face da terra que está tentando ser feliz e que, às vezes, faz bobagens (tentando acertar).

Creio que as minhas reflexões sobre o assunto (nossas merdas) podem te ajudar. A primeira coisa é que, até você aprender a lição, vai continuar errando. No fim do ciclo das merdas, há um aprendizado. Por exemplo: Se é um relacionamento que começou errado e que deu merda, o aprendizado talvez seja (pra ser bastante superficial): é melhor ficar sozinha do que mal acompanhada. Há um aprendizado – e você precisa parar pra pensar sobre qual é.

No entanto, pra entender qual é o aprendizado no final do ciclo da merda, você precisa aceitar que está fazendo merda. Entendeu? rsrs Sem que você se dê conta de que uma merda é uma merda, não conseguirá aprender nada, porque só aprendemos quando aceitamos um ponto falho.

Acreditem em mim, eu sei o que estou dizendo (foram várias).

Só que aceitar o ponto falho é talvez a tarefa mais difícil de todas, porque nossas primeiras reações quando alguma coisa dá errada são geralmente duas:

  • a gente sai culpando todo mundo
  • a gente se comporta como vítima da situação

Então amiga, pegue uma caneta e escreva em um lugar visível, com letras garrafais:

EU NÃO VOU SAIR DA MERDA ENQUANTO ME COMPORTAR COMO VÍTIMA

O ciclo do vitimismo é a pior roubada em que a gente pode se meter. Onde o mundo é injusto, onde as pessoas são erradas e bizarras, onde não somos capazes ou dignas de sermos valorizadas, amadas e reconhecidas – e onde crendo em tudo isso, passamos de fato a nos comportar como alguém sem valor e sem merecimento.

Acreditar nisso é outro problemão que você vai arranjar pra sua vida. Dá trabalho voltar desse rolê, viu? Páre com isso agora mesmo, enquanto é tempo.

Eu me comportei desta forma até pouquíssimo tempo atrás. E talvez, não por acaso, me lembrei de um poema que li por aí, na internet dos poetas do Instagram: não tem príncipe encantado! Ninguém virá te salvar! Páre de chorar, desça deste castelo e tome as rédeas da sua vida.

Por mais clichê que tenha sido a bronca, surtiu efeito porque toda vez que eu fico choramingando pelos cantos proferindo o mal-me-quer, me lembro desta bronca digital de @alguémdoinstagram (gostaria de agradecê-la/o) e me dou conta que o ciclo da merda não vai terminar enquanto eu não agir.

É simples – e eu sei que é outro clichê, mas pára pra pensar como é até óbvio: enquanto a gente pensa e age da mesma forma de sempre, a gente colhe os mesmos resultados de sempre. A merda toda só vai ser interrompida quando a gente se erguer e quebrar o ciclo da mesmice.

Pra isso, tem que pensar diferente. Provavelmente, olhar diferente.

No meu caso, quebrar o ciclo da mesmice foi me dar conta de algumas coisas:

  • O mundo não é injusto
  • Eu sou privilegiada e tive muitas oportunidades na vida (talvez não tenha dado valor para algumas delas)
  • Eu continuo tendo muitas oportunidades na vida
  • Na verdade-verdadeira, esta grande pessoa impiedosa e implacável comigo, sou eu mesma
  • Na verdade-verdadeira, a minha grande inimiga e sabotadora sou eu mesma
  • Tudo o que acontece comigo hoje, foi eu que decidi assim, lá atrás. Simples assim!

Se você conseguiu parar pra fazer uma avaliação mais autocrítica dos seus problemas, conflitos e frustrações e percebeu um ponto falho nas suas próprias atitudes ou escolhas, a ponto de estar aberta para um ou diversos aprendizados, está na metade do caminho.

A outra metade do caminho é feita de escolhas mais conscientes, autocontrole e autocomplacência.

Aceitar pontos falhos é o começo de uma leitura mais generosa de você sobre você mesma. No meu caso, depois de muito chorar, de muito drama a la Lars Von Trier (não é uma crítica, ao contrário), eu me dei conta de dois graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaandes aprendizados:

  1. Eu preciso aprender a gostar de mim – até  hoje não sei fazer isso.
  2. Eu preciso fazer escolhas mais inteligentes.

O que me leva a concluir que a tática de choramingar aos pés da Cruz não dá certo, se eu não mudar. Deus ajuda quem se ajuda (mais um destes clichês FATÕES). Olhei para o meu problema. Olhei de novo. Olhei mais uma vez. De novo, de novo e de novo. E me dei conta de que eu tive – e ainda tenho – tudo o que eu preciso.

Qual é o problema mesmo?

(Me perguntei).

O problema sou eu. Eu preciso mudar.

(A resposta).

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