Estilo de Vida

7 passos simples pra reduzir seu lixo

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Agruras da vida fizeram com que de uma hora pra outra eu passasse a morar sozinha – ou, sozinha com dois cachorros. Dali pra frente algumas coisas aconteceram (a meu favor) e eu perderia um tempo enorme se me dispusesse a falar sobre cada uma delas. Este texto aqui é pra falar de lixo!

Quando passei a morar sozinha, uma coisa que logo me chamou a atenção foi a quantidade de lixo que uma única pessoa dentro de casa era capaz de juntar. O tamanho do impacto que eu causava, apenas eu, a Melissa, que descia duas ou três vezes por semana com três sacos de lixo nas mãos.

Eu fiquei escandalizada!

Passei a tentar reduzir o meu impacto, repensando hábitos e coisas que eu poderia fazer para tentar diminuir o lixo. A Cristal Muniz, autora do livro “Uma Vida Sem Lixo”, tem uma vida dedicada à isso – e se você se preocupa com o assunto e quer (assim como eu queria e continuo querendo) se tornar uma pessoa melhor em outros e neste assunto específico, este livro é mais do que um bom começo!

Eu não tinha a meta de reduzir o lixo a zero, assim como vi muita gente na internet conseguir fazer, colocar o lixo que produz dentro de um potinho de vidro. Se eu reduzisse de três sacos de lixo para apenas um, já ficaria feliz (pra começar).

Acho que um dos principais erros que a gente comete quando quer estabelecer uma meta é pensar grandão. Pra você chegar no cume, tem que dar pequenos passinhos, um passo de cada vez. Se quer reduzir o seu lixo, não precisa partir de cara querendo o impacto zero. Comece reduzindo. Fazendo, incentivará pessoas próximas. Se a gente impactar menos e, de quebra, impactar positivamente a comunidade onde vive, putz, que maravilha!

Minhas pequenas e honestíssimas metas

1. Evitar o plástico ou descartar menos

A primeira coisa que eu fiz foi não comprar mais shampoos de plástico. Na época ainda existia uma marca de cosméticos no Brasil que fazia shampoos em barra e passei vários meses usando shampoos em barra – e desta forma, deixando de atirar 1 frasco de plástico por mês, 12 por ano, ao lixo. Isso sem contar cremes e condicionador. Depois, essa marca de cosméticos fechou as lojas num dos países em que mais se produz lixo no mundo (só atrás dos Estados Unidos, China e Índia). Passei a escolher frascos de shampoo com grande quantidade, que durassem vários meses. Ainda assim, meu coração dói quando eu preciso jogar o frasco do shampoo no lixo, já que a maioria ainda não tem refil.

Tentar reduzir ao máximo a quantidade de plásticos que eu descartava foi uma destas metas. Mesmo que eu tenha que pagar um pouco mais, tento sempre comprar produtos que tenham refis e optar por marcas que vendam refis.

Sempre procuro comprar coisas em grandes quantidades, que durem muito tempo e que façam com que eu diminua o descarte de embalagens ao ano, do que comprar embalagens normais que me levem a descartar plásticos todos os meses.

2. Sacolas retornáveis

Tentei criar o hábito de sempre andar com uma sacola retornável na bolsa e evitar assim trazer várias sacolas plásticas pra casa.

3. Levar o cachorro pra fazer xixi na grama…

…e parar de comprar os tapetes higiênicos! Eu tive que parar de fazer isso quando me mudei para o meu atual endereço, onde as ruas do bairro são mais sujas e nada propensas para passeios com pets. Mas enquanto pude, tentei acostumá-los a fazer xixi lá fora, em local apropriado, duas vezes ao dia, a comprar e descartar tapetes higiênicos toda semana.

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4. Repensar o consumo

Que tal pegar os livros que você quer comprar em uma biblioteca? Ou ler no Kindle, em vez de comprar. Você realmente precisa imprimir aquela apostila? Não dá pra fazer um esforcinho e fazer a leitura em pdf? Você realmente precisa imprimir os comprovantes de pagamento das contas? Por que não salva o pdf do comprovante na nuvem? As coisas parecem difíceis ou complicadas no começo, mas eu juro que tudo é uma questão de hábito. Todos nós somos seres adaptáveis (a história comprova isso).

5. Tentar o minimalismo!

Eu sei que isso é difícil… há coisas que realmente mexem com a gente. Eu, por exemplo, penso que a moda é uma das ferramentas de expressão mais poderosas que existem, e eu gosto de fazer uso dela pra me expressar. Mas de uns tempos pra cá a diferença entre a necessidade e o desejo tem ficado latente, especialmente em tempos onde o essencial pode estar em falta pra tanta gente. No livro “The Power of Less”, Leo Babauta identifica dois passos simples e certeiros para determinar o essencial: pergunte-se o que é necessário. Elimine o resto! Costumo dizer que todo mundo deveria mudar de endereço algumas vezes na vida pra conseguir se dar conta de tantas coisas que acumula sem necessidade. Não estou nem na metade do caminho para ser um modelo de conduta aqui, moçada! Mas me senti bem mais leve doando metade das coisas que eu tinha, antes de me mudar, há três anos atrás. Eu juro que a leveza acaba compensando!

6. Não desperdiçar alimentos

Meu pai passou boa parte da vida dele me cutucando, à mesa: “você sempre deixa um pouquinho pro santo, Melissa!”. Reduzir o lixo implica em prestar atenção no desperdício. Eu não te julgo! Muitas vezes você precisa comprar comida para um batalhão… muitas vezes nos atrapalhamos nas quantidades. Mas, em outras, compramos mais do que precisamos. Nos deixamos levar pelos olhos, e não pela razão. Eu, uma vegetariana precoce, sempre tratei o hortifruti do lado de casa como um parque de diversões. O carrinho voltava cheio. Eu conseguia consumir tudo o que comprava? Foi então que comecei a entender uma lição muito importante no processo de se reduzir o nosso lixo:

A redução do lixo começa antes do consumo. Quando você vai até o supermercado e passa a comprar apenas aquilo que realmente vai precisar para um determinado período. Você vai consumir absolutamente tudo aquilo que comprar.

O que me leva a um outro ponto importante:

O aproveitamento total dos produtos orgânicos, ou o máximo possível.

Por último, termino com um grande amigo de quem está tentando reduzir o lixo e não consegue reduzir o lixo orgânico:

7. Tenha uma composteira!

Não é tudo o que você vai poder jogar na composteira! Mas boa parte daquilo que descartar, poderá ser utilizado e transformado em adubo, que podem beneficiar outras pessoas. Pense no ano inteiro e na quantidade de lixo que você vai deixar de descartar, por estar redirecionando-o a uma composteira. Você nem precisa saber fazer! Há várias pessoas que podem te ajudar. A Cristal escreveu bastante sobre isso, aqui.

Se você quer se aprofundar no assunto da redução de lixo, pode encontrar outras dicas de reutilização, redução e substituição de produtos que consome, aqui.

Seja como for, vá com paciência mudando seus hábitos, aos poucos. Não é só pra reduzir o seu impacto no meio ambiente, mas também por uma questão de sustentabilidade e de sobrevivência. Na Dinamarca (considerada um dos países mais progressistas do mundo e não por acaso, consideradas as pessoas mais felizes do mundo), uma das metas a serem atingidas até 2050 é o que tudo o que for consumido seja reutilizado ou reciclado (The Year of Living Danishly, Hellen Russel). Os dinamarqueses sabem das coisas! Pro nosso lar conseguir se sustentar por alguns milhares de anos, precisamos mudar nossos hábitos egoístas, egocêntricos, fúteis e predatórios JÁ. E alguém tem que começar.

Que sejamos nós!

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