Passeios Viagens

Final de semana em Lima

No ano passado, uma quinta-feira dessas me mandaram pra Lima. Peguei um voo da Latam, voo diurno, tranquilo. O piloto nos avisou quando a aeronave estava sobrevoando os andes, foi todo mundo olhar em um lado do avião, foi bem tranquilo mesmo (risos). Desembarquei em Lima e a primeira coisa que fiz foi o Sinal da Cruz. Eu estava indo para um evento, estava carregando um monte de brindes de marketing na bagagem de mão e já me tinham advertido que iam me parar, iam perguntar, iam taxar os bagulhinhos todos. Pois eu passei tranquilamente pela galera e saí suave como uma pluma. Antes de sair do aeroporto troquei uns poucos dólares que eu tinha e depois peguei um táxi que me cobrou 50 Soles para ir até o Radisson Miraflores. Neste mesmo dia, à noite, eu tinha um evento no rooftop do hotel.

Em vez de eu voltar na sexta, fiquei por lá o final de semana. Me concentrei em Miraflores, San Isidro e Barranco. É importante dizer que na sexta-feira de manhã eu saí do Radisson e fui pro Ibis Larco Miraflores, que fica há dois ou três quarteirões dali e eu poderia ter ido à pé se não estivesse com uma mala enorme e pesada.

Fiquei no oitavo andar do Ibis, sempre que preciso escolher um hotel barato e bom escolho o Ibis porque sei que eles têm um ótimo café da manhã e é tudo limpinho (hahahahaha). A vibe deste hotel é ótima, o restaurante-bar que eles têm no térreo é ótimo e o quarto era tudo o que eu preciso. Na sexta trabalhei ali no quarto do hotel mesmo e no final da tarde saí para o primeiro rolê: ir até o calçadão caminhar e olhar o SENHOR PACÍFICO!

Sim, aquela foi a primeira vez que me deparei com o oceano Pacífico. Estava nublado, tudo cinza e úmido. Mas foi lindo! Primeiro dei uma xeratada no Shopping LarcoMar, que estava todo lindamente decorado para o dia das mães. Depois do rápido rolê foi que subi e dei de cara com a imensidão azul-acinzentada do mar e não pude conter a emoção.

 

Eu não sei que tipo de viajante vocês são, mas eu sou do tipo que gosta de explorar e caminhar meio sem rumo, sem muito roteiro. Então continuei percorrendo o calcadão até encontrar o lindo Parque del Amor, que é tão lindo à noite quanto é durante o dia!

Antes de voltar pro hotel, parei no quiosque do El Beso Francês (tem vários por lá) e tomei um chocolate quente sentadinha no banco mais alto, sentindo aquele ventãozão vindo do mar. Coisa linda!

Nos três dias em que fiquei em Lima, jantei sempre por ali perto do hotel. Em uma noite eu comi em um café chamado Chef´s Cafe, que fica ali mesmo na Avenida Jose Larco (onde está o Ibis Larco Miraflores). Tomei um vinho e comi uma macarronada mui boa.

No outro dia eu encontrei um largo ali perto mesmo, uma travessinha da avenida e escolhi este outro cantinho charmoso, um bistrôzinho chamado Cafe de La Paz. Esta sobremesa que eu estou querendo fazer em casa desde que voltei de Lima, se chama Suspiro Limeño e é incrível (o problema é que o tipo de ingrediente usado não tem no Brasil).

Eu sou uma pessoa que curte caminhadas pelos bairros. Gosto de ver os cantinhos, descobrir as coisas disponíveis nas redondezas de onde fico, sem muito planejamento. O máximo que faço é definir onde vou: hoje vou ficar por aqui… ou: hoje vou até o Centro Histórico. Ou: hoje vou até San Isidro e depois até Barranco. E uma vez que definia onde ia, eu simplesmente explorava o lugar.

Em Miraflores eu caminhei muito pela José Larco, que é uma das avenidas principais da cidade e exatamente onde estava o hotel onde eu estava hospedada. Ou caminhava em direção ao centro, ou caminhava em direção ao calçadão da praia (não sei como chamar aquele calçadão suspenso acima da praia, não no nível do mar). Caminhei bastante por lá, pela avenida, fui ao Parque Kennedy (a praça dos gatos), fotografei arte urbana nas ruas, fachadas bonitinhas de casas e restaurantes, andei de patinete várias vezes…

Miraflores é cheio de restaurantes e cafes, livrarias, lojinhas, centros de arte, muros com arte urbana, casinhas charmosas e o calçadão incrível cheio de coisas lindas e legais pra fazer.

Eu comi estes dois pratos, sopa e um pescado maravilhoso (o melhor da vida!) no Café Mezze, em frente ao Ibis. Foi o melhor peixe que eu já comi na vida, sem exageros! Eu não lembro o nome desta bebida roxa, mas sei que era boa à beça!

Em San Isidro eu passei pelo charmoso Cafe Julieta (muito indicado por muita gente), andei de patinete por uma das avenidas e fui parar na enorme praça (Ou parque?) El Olívar. Não sei explicar pra vocês a sensação de PAZ DE ESPÍRITO que este lugar me causou! Vejam a selfie que eu fiz que vai dizer por si só! Eu passaria boas horas ali, mas tive que ir embora rápido para ir para o aeroporto (não estou escrevendo este texto em ordem cronológica rs).

Isso foi o que a Praça El Olívar me causou!

No Centro Histórico fui até a Plaza de Las Armas e dei um bom rolê pelos arredores. Estava lotada, cheio de excursões de estudantes e de turistas! Alguns estudantes de arte desenham a praça central, sentados na escadaria da Catedral de Lima. Comprei uma arte de um deles.

Caminhei até o final de uma das ruas e dei em frente à Casa de La Literatura Peruana, um lugar incrível e encantador que faz um tributo muito honroso e lindo aos poetas peruanos e ao escritor Mario Vargas Llosa. Foi emocionante ver o amor que o país tem pelos seus escritores e poetas e como o espaço é tão lindo e devoto (eu cheguei a chorar).

Numa das madrugadas, acordei com a cama indo de um lado para o outro. Eu já tinha lido, que isso poderia acontecer. E porque tinha lido, deixei uma mochila preparada com passaporte, celular, carregadores, powerbank e carteira. Desci da cama. O chão tremia e também ia de um lado para o outro. Desesperada mesmo fiquei quando as paredes começaram a estalar. Não consegui descer de pijamas! Troquei a roupa em um instante e desci – a recepçao do hotel parecia um albergue. Estavam todos de pijama… ficamos lá por quase uma hora, até que um segurança do hotel nos viesse tranquilizar: podem subir, gente, já acabou.

Pra quem não sabe, houve sim um terremoto no norte do Peru, 7.5 na escala Richter, e cujos tremores foram sentidos no Acre, em Manaus e em Lima, entre outros lugares próximos.

No dia seguinte, peguei um Uber até Barranco. O motorista me disse que este tipo de coisa não costuma acontecer tanto, apesar de Lima ser uma região propensa – e que quando acontece, eles também ficam assustados (o país fez uma simulação no dia 31 de Maio de 2019, sobre como agir em casos extremos, de terremotos e tsunamis – se você vai pra lá e quer saber mais informações, acesse este site).

Em Barranco, dei uma volta na praça onde tem a Igreja, o espelho de água e uma biblioteca municipal lindinha, toda cor de rosa. Havia um casal (de meninas) namorando ali perto e um fotógrafo fazendo um ensaio de uma moça. A assistente segurava um violão. Circulei toda a praça e fotografei tudo. Atravessei a rua e encontrei uma Starbucks, bancos, uma rua com várias casas em estilo colonial e uma escadaria charmosa que me levaria até a Ponte dos Suspiros, a igrejinha e a rua das artes (arte urbana).

Fiquei encantada com o lugar, que me lembrou bastante a atmosfera de Embu das Artes. Um senhor idoso tocava violão – músicas peruanas. Uma escola passeava com uma turma de alunos que vestiam um uniforme branco e azul. Um senhor escutava música, acompanhado de seu cachorro Cocker. Um grupo de turistas faziam fotos perto das esculturas. E eu dividi o cenário de uma parede linda, com um turista japonesa que também queria fazer uma foto lá. 🙂Percorri toda a ruazinha com casinhas bonitinhas e dei em uma rua sem saída, muito florida, onde havia um hotel com paredes rosês – charmosíssimo, o Barranco Backpackers Inn (um hostel, considerando me hospedar lá numa próxima vez).

Subi esta rua de volta à praça e peguei um Uber até o Dédalo, um local ali perto onde havia artesanato à venda, mas que estava fechado. Percorri toda a praça, fotografando as casas em estilo europeu, as pessoas, todos os lugares. As pessoas no Peru são muito afetuosas e muito contemplativas – foi esta a parte com que mais me identifiquei. No final da praça havia estas escadas que davam pra praia e, curiosamente, havia duas mulheres que estavam usando roupas da mesma cor da arte em mosaico da escadaria! hahaha

Se você quer saber mais informações turísticas sobre Lima e mais detalhes sobre os lugares que citei – já que citei com um enfoque mais pessoal e fotográfico e menos histórico – recomendo o blog Cup of Things, de uma brasileira que vive em Lima! O blog é bem completo, com todas as dicas e informações que você precisa saber, além de outras referências.

Algumas considerações:

  • Hotel Radisson: ótimo café da manhã, quarto bom – não gostei porque o meu não tinha janela. Resolveram rapidamente alguns perrengues que tive. Bom pra quem quer conforto e ficar mais tempo no hotel, com sossego. Vai gastar um pouco mais.
  • Hotel Ibis Larco: Bom pra quem não quer gastar muito e não vai ficar no hotel, fora dormir! hehehe! Tem tudo o que preciso, cama confortável, limpeza e banheiro bom – o café da manhã do Ibis é sempre maravilhoso – mas você precisa optar pelo café da manhã quando fizer a reserva, vai custar um pouco mais. Uma rede de hoteis mais badalada, está sempre cheio e tem um público mais jovem.
  • App que usei para andar de patinete – tem para Android e IOS: o GRIN
  • Uber ou táxi? Usei só aplicativos! Tanto faz, Uber ou 99 Taxis. Só não use os táxis locais. Prefira os aplicativos!
  • Troquei dinheiro no aeroporto, no saguão de desembarque. Compare na época em que for viajar, se compensa mais trocar Real ou Dólar. Exemplo: atualmente R$1,00 vale 0,65 Sóles. Já US$1,00 vale 3,37 Soles. Na época em que fui, eu tinha US$50 na carteira de uma viagem que tinha feito pra gringa, o que foi suficiente pra passar um final de semana em Lima, já que usei mais o meu cartão de crédito para as refeições e nos apps de táxi.
  • Se quiser ver todas as fotos que eu tirei, acesse aqui.

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