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Resenha: Mary Shelley

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Assistir à Mary Shelley, protagonizada pela irmã mais nova de Dakota Fanning, Elle Fanning, foi uma grata surpresa. Eu estava buscando por distrações no ambiente em que estava – um vôo internacional – e por pura curiosidade acabei selecionando este filme.

A história conta a história de Mary, irmã mais velha, filha e enteada – dividindo sua juventude entre cumprir com suas obrigações de casa e seus desejos mais íntimos: o de escrever e contar histórias. Poucas pessoas sabem. Seu pai, um livreiro, orgulha-se desta aptidão da filha, já que ler é uma das melhores coisas da vida. Mas sua madrasta permeia entre a inveja e o descaso, uma bichinha difícil de lidar.

Quando fica insuportável, o pai manda Mary para curtir uns dias em outra cidade. Aqui acontece o ponto de partida da história – ao menos da história de Mary. Porém, um contratempo a manda de volta para sua casa, junto de seu pai, madrasta e irmã.

Ela tenta se adequar. Mas, não conseguindo, toma seu rumo. A irmã caçula vai junto e aí começa um outro ponto de virada tanto para uma quanto para outra, onde no começo da trajetória serão duas irmãs meio maluquinhas e mimadas – e um tanto quanto imaturas – e no final, ambas precisam lidar com sentimentos bastante complexos: inveja, competição, perda de confiança, rejeição, baixa estima, entre outras coisas.

A mim interessava o processo criativo de Mary, uma escritora e feminista vivendo em uma época onde de maneira nenhuma ela tinha voz e era levada á sério: por onde a história também permeia. O modo como ela chega até a história de Frankenstein – uma de suas obras mais conhecidas. Como é curiosa sua personalidade, como são profundas suas reflexões e o modo como ela enxerga – e como sobretudo passa a enxergar – o mundo, as pessoas a sua volta e as relações humanas. Fui surpreendida pela profundidade de uma história e uma direção que parecia apenas ok, correta, bonitinha. No final do filme eu entendi que talvez não fosse coincidência ele ter vindo até mim.

Mary, madura, forte e inteligente, nos faz lembrar que tudo por que passamos nos faz ser quem somos. E que por este motivo, nosso caminho valeu a pena.

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