Passeios

Um outro lado de São Vicente

Em uma viagem rápida com a família, nós visitamos alguns lugares off-beach, haha, nada a ver com praia e areia. Muita gente passa por ali pela região de São Vicente sem se dar conta de onde de fato está: sobre o berço do Brasil.

Nós, curiosas que somos (eu e mammys), fomos dar uma volta por alguns dos locais interessantes e cá estão as fotos e algumas das histórias.

Casa do Barão

Atual sede do Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, a Casa do Barão foi construída por Karl Hellwig, sogro do alemão Kurt Gustav von Pritzelwitz que a ocupou na década de 1930. Kurt era um grande empresário do setor cafeeiro e colaborou em muitas obras na cidade. No local funcionam o Museu Histórico e Geral da Cidade, o Memorial da História Vicentina, o Memorial do Padre José de Anchieta e a Biblioteca Historiador Francisco Martins dos Santos.

Atrás da casa existe um bambuzal tombado, não se pode cortá-lo – e o caseiro me sugeriu ir até lá pra fotografar. 🙂

Igreja da Matriz 

Esta igreja é uma réplica da original, pessoal, mas é a terceira versão. A primeira um tsunami levou (porque ela estava construída – assim como a vilinha – bem próxima ao mar). A segunda, foi derrubada (assim como a vila toda) por uns piratas que os surpreenderam e dizimaram toda a vila de São Vicente, para saquear o comércio local. E a terceira é esta, erguida em 1757 e construída sobre as ruínas da anterior, onde permanece até hoje. Seu nome é uma homenagem a São Vicente Mártir, santo espanhol que deu nome à cidade e hoje é seu padroeiro. Ela fica em frente à réplica da primeira Vila de São Vicente.

Vila de São Vicente

Este senhor (que se diz conhecido como delegado ou padre, os dois papéis que ele interpreta nas peças oficiais da cidade, encenadas na praia) me jurou que esta vila é a original, a primeira vila construída sob São Vicente e a primeiro povoado do Brasil. Ela foi construída e fundada pelo fidalgo português Martim Afonso de Sousa. Em 1530, ele chefiou uma expedição com o intuito de explorar a nova colônia portuguesa, percorrendo todo o litoral atlântico até o Rio da Prata. Como recompensa, foi nomeado pelo rei Dom João III como donatário da Capitania de São Vicente. Nos tempos da fundação da vila, a região era dominada por grupos tupis, majoritariamente tamoios, os quais mantiveram uma convivência pacífica com os portugueses.

Na nova cidade, Martim Afonso instalou um pelourinho, uma igreja, uma câmara e engenhos para a manufatura do açúcar. Além do plantio da cana, desenvolveu-se também a agricultura de subsistência e a pecuária. A vila, por suas características geográficas, tornou-se um eficiente ponto de parada para o reabastecimento dos navios e para o tráfico de escravos índios.

De lá também saíram as primeiras expedições para o interior, inclusive a que fundou a cidade de São Paulo. O nome São Vicente, herdado da ilha onde a vila se localiza, foi dado pela expedição de Gaspar de Lemos, em 1502, em homenagem a São Vicente Mártir.

Nós conhecemos também o teatro, onde eram realizadas as apresentações – que foi reformado e é mantido por um moço que agora me esqueci o nome…!!!!

Este senhor da foto nos deu uma verdadeira aula e disse que agora, sob a atual gestão da prefeitura de São Vicente, está sendo possível resgatar esta cultura e história local e trabalhar melhor nisso.

As encenações que retratam a Vila de São Vicente são realizadas sempre na época do aniversário de São Paulo.

Casa de Martim Afonso, Biquinha e… praia!

Na casa Martim Afonso, que está correndo o risco de ser inteiramente demolida, existe uma parede de 500 anos (estes tijolinhos aí da foto). A casa que se vê hoje é apenas uma parte do que existia e acredita-se que ela tenha sido construída pelos degredados europeus da época.

Instalada numa edificação do final do século XIX e que foi parcialmente demolida em 1997, é uma homenagem a Martim Afonso de Souza, Fundador da cidade de São Vicente.

Atualmente, a Casa abriga dois espaços de exposições: A Casa De Madeira e a Casa do Barão de Piracicaba.

Além das exposições, na Casa Martim Afonso encontra-se o Centro de Documentação e Memória de São Vicente (CEDOM).

Casa de Madeira: Localizada nos fundos da Casa Martim Afonso abriga o “Sítio Arqueológico Bacharel” tendo como atração a parede histórica do início do século XVI, além de peças arqueológicas coletadas na escavação do sítio e banners explicativos das pesquisas sobre sambaquis e da ocupação indígena.

Casa do Barão de Piracicaba: A edificação é o que sobrou da casa construída por Rafael Tobias de Aguiar Barros, 2º Barão de Piracicaba, em 1895 para ser uma residência de verão. Após vários usos, no final da década de 1990 a casa encontrava-se abandonada.

Adquirida pela Prefeitura, a Casa do Barão de Piracicaba, foi transformada em espaço cultural, sendo inaugurada no ano 2000 nas comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

O espaço atualmente é utilizado para abrigar: exposição temporárias da Casa Martim Afonso em sua parte superior, e na inferior o Centro de Documentação e Memória de São Vicente (CEDOM-SV).

A biquinha, onde estava este morador de rua da foto (enchendo sua garrafinha de água), existe deste os tempos em que os Jesuítas catequizavam os índios (exatamente ali na frente dela) e sobre a praia, passa o teleférico que não conseguimos ir porque o tempo estava fechando e ia chover bastante!

Existem outras várias atrações super bacanas e interessantes na cidade, além da praia. Não tive tempo de ver tudo, mas se tiverem interesse, vejam outras sugestões aqui.

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