Casa

5 jeitos de garantir que sua casa seja mesmo a sua cara

O Marcelo Rosembaum fazia sucesso em suas decorações por aí, porque ele dizia muito claramente que uma arquitetura legal leva em conta as características de personalidade e estilo de vida de quem vai morar ali. Portanto, não tem certo, não tem errado. Tem o que é a sua cara.

Minha mãe sempre achou horroroso ter pinguim em cima da geladeira ou aqueles suqueiros de abacaxi. Mas se o estilo da pessoa é um estilo mais divertido, lúdico e kitch, o pinguim e o abacaxi-suqueiro vão fazer muito sentido – e vão TRAZER muito sentido, também.

Na minha casa tinha um pinguim gordo em cima da geladeira, que usava suspensórios. Tinha um relógio de galo preto, bem rústico, em estilo daqueles relógios de estação. Tinha um canto alemão e puxador de saco de galinha. As pessoas entravam na minha casa e me viam ali. É disso que eu estou falando!

Você já parou pra pensar se o que você está fazendo na sua casa é um beabá baseado no que dizem as revistas do segmento, ou se são coisas que de fato têm a ver com a sua personalidade, seu estilo de vida… no matter what? Vamos pensar um pouquinho em como fazer isso dar certo?

  1. O princípio de tudo: repensar desperdícios e gastos excessivos


Não adianta você bater o pé. O mundo está caminhando para mudanças que nos incentivam ao minimalismo não como um estilo de vida sofisticado, mas como uma diretriz que nos conduzem à escolhas mais CONSCIENTES. Neste sentido, não importa qual seja seu estilo, você sempre tem a escolha de tentar usar materiais mais ecológicos e fazer escolhas mais inteligentes com o dinheiro que tem.

Quer um exemplo? Eu tinha uma quantia X que gastei inteira apenas no armário da cozinha do meu primeiro apartamento, quando eu poderia ter distribuído por todo o apartamento e providenciado com aquele dinheiro, tudo o que eu precisava. Parece óbvio, não? Mas eu queria um armário estiloso, com estilo provençal e madeira de primeira qualidade. Eu literalmente dei um passo maior do que a perna.

Se faça esta pergunta: você está sendo inteligente nas suas escolhas e generosa com o planeta?

2. Você se sente bem na sua casa hoje. Vai continuar assim, daqui a uns dois anos?

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Por mais que a gente mude de estilo – e isso é natural – quando a gente traz referências nossas para dentro de casa, pra onde a gente for, a nossa casa vai com a gente. Entende a diferença?

Mais um exemplo pessoal. Saí do meu apartamento de 52m para morar temporariamente em um stúdio de 29m. O bairro antigo e o novo não são comparáveis (o primeiro ganhava). Mas ainda assim, com as minhas coisinhas ali arrumadas do MEU jeito, eu me sinto em casa, em um lar – que é doce e é meu.

Se eu estivesse usando coisas que não tem nenhuma relação com a minha personalidade, talvez não me sentisse tão bem. Outro exemplo: a minha mãe queria que eu fosse até uma loja qualquer e comprasse um guarda-roupa de segunda mão, apenas para poder guardar minhas roupas. Mas em 29m, eu preferi adquirir duas araras, que deixariam o espaço mais clean e mais moderno. Ficou bem mais a minha cara! Mas não teria ficado tão pessoal e aconchegante, se eu não tivesse seguido minhas próprias ideias.

3. Sua casa conta uma história?

Se você já teve uma experiência positiva com o AIR BNB, vai concordar comigo que é muito mais interessante chegar em um lugar onde existe uma alma, uma história sendo contada – e que foi preparado com carinho pra te receber – do que a frieza e padronização de um hotel. E não estou falando de quantas estrelas… é claro que eu adoraria me hospedar num Hilton da Vida e passar a tarde tomando banho de ofurô. Não é de luxo que estou falando, é de alma. Sua casa tem alma? Tem a sua alma? Ou tem a alma de um arquiteto que fez tudo do jeito que ele acha que deve, mas nada a ver com você?

Quando me casei, fiz um convite de tecido floral. Na mesa dos convidados, a identificação das mesas tinha o mesmo padrão floral e tinha trechos de poemas que eu escolhi. Isso tinha tudo a ver comigo e com o noivo e fomos nós quem escolhemos. Se tivéssemos deixado para a assessora escolher, ou para nossos pais, ou pra quem quer que fosse, certamente não teríamos deixado uma impressão tão delicada e agradável em nossos convidados.

A sua casa, onde quer que seja, como quer que seja, precisa contar sua história. Não é difícil fazer isso. O mais difícil, mesmo, é ser firme e manter sua personalidade. Também é difícil quando você mora com alguém que não tem o mesmo estilo que o seu – então vocês devem encontrar um meio termo que abarque as referências dos dois. Um lar convidativo e aconchegante sempre será aquele que não resta dúvidas de quanto carinho foi usado para construir cada detalhe. Como esta casa que era o cenário de uma novelinha do PLINPLIN (Cordel Encantado). As anotações e a fonte das imagens são da Ana Medeiros.

4. Sua casa encanta seus amigos, sua família. Mas ela sobretudo, ENCANTA você!

A primeira vez que minhas duas irmãs mais novas foram no meu apartamento, ficaram de boca aberta. O interessante é que tudo o que tinha ali não tinha absolutamente nada a ver com elas. E elas também não morariam em um apê tão pequeno. Não teriam um relógio preto com um galo em cima. Não teriam um saleiro em estilo provençal, muito menos um suporte pra guardar vassouras com tema floral. Mas mesmo assim eu me lembro exatamente da reação delas, do quanto elas ficaram encantadas – inclusive com o meu saleiro! Porque cada detalhezinho da minha casa era a minha cara.

Só que além de encantar as pessoas que frequentam a nossa casa, é necessário que quando a gente chega do trabalho ou da faculdade (ou de onde quer que seja) todos os dias e nos sentemos cansadas no sofá, a sensação de encantamento e aconchego se repita. Isso só é possível quando você está em um lugar pensado e feito com carinho.

5. É simples: não dá vontade de sair dali! ♥

 

Quando eu era adolescente uma das minhas amigas morava em uma casa incrível, mas o lugar que eu mais gostava era o quarto dela. No quarto, você não conseguia ver as paredes, porque todas elas estavam forradas de pôsteres de rock, atores de cinema, filmes. Ela, que era meio riponga na época, tinha este tipo de referência espalhados por todo o quarto. Quando a gente entrava no quarto, a gente entrava no mundo dela.

Quando a gente mora em um lugar que é a nossa cara, a gente não sente o tempo passar. Não sente vontade de sair dali – ou, não é fácil sair de casa, hehe. Perceba que esta casa pode ser seu apartamento, pode ser seu stúdio, seu sobrado ou o seu quarto em uma república estudantil. Você encheu este quarto de suas referências, de referências da sua família, de coisas que fazem parte da sua vida. Ali é seu santuário, seu casulo, seu porto seguro. O lugar onde você se sente completamente à vontade, de onde não liga se tiver que ficar um final de semana todo e onde as pessoas que gostam de você também vão se sentir bem.

Se é um lugar que TANTO FAZ ficar ou sair… desconfie!!!

Você se identificou com as questões propostas acima, ou tudo isso não é familiar pra você?

(fotos do Pinterest)

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