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Aprenda a identificar se formar família NÃO é a sua praia

Este texto tem um tom um pouco bravo e não estou me dirigindo à pessoas que não querem ter filhos, que não querem ter um relacionamento sério ou duradouro… é pra gente que faz com que a outra pessoa acredite que quer, quando na verdade não quer (ou que ainda não percebeu que NÃO quer)!!! Este texto é para os vampiros de energia e boas intenções, para os aventureiros que fazem turismo com a vida de gente de bem, que usam as pessoas pra atender suas necessidades. E portanto, é pra essa gente o tom que estou usando no texto!

Na real, este é um texto pra tentar fazer com que as pessoas identifiquem suas tribos reais. Porque gente que se enfia na tribo errada, além de se embananar depois, também embanana a vida dos outros. Portanto aqui vai um guia reverso pra você que não quer formar uma família. Porque pra formar família, primeiro de tudo: você precisa de um par. E pra isso você precisa entender que não vai encontrar um gêmeo seu, com as mesmas aptidões que você, os mesmos gostos que você, as mesmas ideias, os mesmos sonhos, os mesmos medos, gostarem das mesmas comidas, das mesmas cores, dos mesmos lugares. Isso não é amor, isso é um CLONE. Esta pessoa duplicada não existe! O que existe são pessoas que tem afinidades com você. Algumas. E mesmo assim, você um dia pode ter grandes chances de supervalorizar nesta pessoa o que não tem nada a ver contigo, e deixar todo o resto ir por água abaixo. Dito isso, se você quisesse achar uma pessoa para formar uma família, teria que saber o significado de duas palavras: a primeira é consenso. Graças a Deus, porque existe este conceito, tornou-se possível a união de duas pessoas na face da Terra. Quando elas não concordam onde elas querem jantar no sábado à noite, elas entram em? Em consenso! Você quer comer o quê? Eu quero lanche. E você? Eu quero comida saudável. Bom, então vamos naquele vegetariano, onde tem lanches e opções de comidas saudáveis. Ou, em uma praça de alimentação – cada um pega o que quer. Pronto, duas pessoas felizes, porque sabem o significado da palavra consenso. E a outra palavra que você – que não quer formar uma família – também não precisa conhecer é a palavra ceder. Ceder é o que você faria se seu par quisesse passar o final de semana prolongado na casa dos parentes no interiorzão, quer tipo: MUITO – e no último final de semana prolongado vocês foram para aquele lugar que VOCÊ queria ir. Seu par cedeu daquela vez, você cede desta. E cede porque gosta, cede porque quer. Não porque tem um bloquinho de anotações onde está contando quantas vezes cedeu. Bom, isso é o que você faria se quisesse formar uma família, como não quer, não precisa colocar nenhuma concessão em prática, já que formar uma família não é a tua.

Quem quer formar uma família, está aceitando viver em um grupo e pra viver em grupo você vai conviver com pessoas diferentes. Porque Deus felizmente nos deu a graça de desenvolver nosso jogo de cintura e de aprender com gente diferente da gente. Imagina o quão chato seria conviver com gente exatamente igual à gente???? Igual em absolutamente tudo? Puta que porre! Então Deus nos deu a capacidade de saber conviver com as pessoas, com a educação e diplomacia que temos, com o gosto que temos em viver acompanhados e não isolados, e com o amor que se cria no coração (partindo do princípio que o que faz com que duas pessoas juntem as escovinhas de dente é o amor), mas isso é só pra quem quer formar uma família. Você, que não quer formar uma família, não precisa fazer nada disso. Não precisa conviver com quem não tem afinidade com você, nem alimentar sentimentos – porque formar família não é a tua.

Outra coisa que você não precisa fazer é planos conjuntos. Não precisa sentar com a pessoa pra falar sobre isso. Você pode olhar e seguir pra direção que quiser, sem companhia mesmo, sem o exercício de fazer planos a dois, porque formar família não é a tua. Se fosse, você provavelmente teria que encontrar um meio termo entre sua vontade e a vontade do teu par, porque dificilmente vocês desejariam exatamente a mesma coisa. Por exemplo: você quer morar em um lugar sossegado, com área verde, onde as crianças possam brincar na rua. Seu par quer morar em um lugar com boa localização, perto de todas as facilidades. Então provavelmente teriam que encontrar uma cidade grande que tenha aquilo que você procura, tipo Curitiba. Tem área verde, tem sossego, tem jeito de interior, mas ainda tem todas as facilidades de uma cidade grande. Você não precisaria dizer pro teu par assim: ah você não quer morar no interior? Então tchau, estou indo embora. Já que – como falamos anteriormente – você saberia exatamente quais as prerrogativas de se conviver com alguém e formar uma família. Mas como também sabemos, formar família não é a tua.

Quem não quer formar família não tem a preocupação de falar sobre o assunto principal quando se fala em família, que é a multiplicação – nem de falar, nem de colocar em prática (pelo menos não com os fins de se multiplicar). Você, que sempre fugiu deste assunto e desta situação (o sexo) está sendo coerente com si mesmo, já que justamente não quer formar uma família. Você não precisa ser honesto, ser transparente, ser claro em relação àquilo que pensa, sente, deseja, projeta – porque não há ninguém com você e você NÃO quer formar uma família. Portanto, você pode querer uma coisa hoje, daqui há um mês outra, dali há dois meses outra e pode arredar o pé de onde está quando quiser, porque formar uma família é a última coisa que você quer nesta vida. Você pode ficar quanto tempo quiser com uma pessoa, 3, 5, 7 anos… e depois pode simplesmente sair, bater a porta e dizer tchau, porque você nunca quis formar uma família e sempre deixou isso bem claro. E se você aparecer com outra pessoa em menos de dois meses, tudo bem, porque o par anterior sempre soube que formar família nunca foi sua opção. Esta é uma informação que nunca saiu da sua boca.

As pessoas que desejam formar uma família, em geral, têm a única e principal afinidade de todas: a aptidão para formar família. Isso é um dom. Quem tem aptidão para formar família sabe que vai enfrentar dificuldades, desafios do relacionamento, desafios no caminho de se construir uma vida, e sabe que terá que passar por estes desafios – juntos. Vai ter sempre alguém mais interessante, alguém mais atraente, alguém até mais legal – mas este casal fez uma escolha e existe um sentimento que os une, além desta aptidão de formar uma família. E é esta promessa (promessa, coisa da época dos nossos avós, quando ainda se podia confiar na palavra de alguém) que vai fazer com que todas as pessoas mais interessantes, atraentes e legais sejam irrelevantes.

Gente que quer formar família não desiste quando os grandes desafios aparecem. Eles enfrentam. Eles dobram os joelhos e pedem ajuda. Eles se submetem à Deus, não como pessoas únicas, mas como casal que são. Pessoas que querem formar uma família não mudam de pares como quem trocam de roupa. Elas escolhem com o coração, com coerência, com clareza. Elas encontram, na vida, alguém com quem seja agradável passar o tempo, alguém a quem abram seu coração – e se entregam. Elas são mais fortes juntas, do que são sozinhas. Elas são mais felizes juntas, do que são sozinhas. São pessoas que valorizam a família, que sabem o valor que tem a família e que têm aptidão para formar uma família. E com o passar do tempo este sentimentozinho que os uniu, vai se transformando em sentimentozão, vai crescendo tanto, tanto, tanto, que chega a doer.

E é por isso, eu acho, que é tão difícil esta coisa de formar família. Porque família a gente ama, intensamente. E amar não é fácil. Amar dói. Amar incomoda. Amar, não é confortável. Você sabe que de um segundo pra outro, a pessoa a quem você ama pode não estar mais ali. Ou sabe que ela pode sofrer e você não vai poder sofrer por ela. O nome disso, meu bem, é amor. E mesmo sendo tão difícil, ainda é a coisa mais sublime que pode acontecer na vida de uma pessoa.

Mas, com este texto, não estou dizendo que se você não quer formar uma família então você não ama. O que estou querendo dizer, na verdade pedir, é que a gente identifique bem nossos objetivos quando a gente se envolver com alguém. Que por amor de Jesus Cristo a gente se conheça bem, pra não embananar a vida de ninguém com nossas confusões e sazonalidades! Não se pode ser sazonal, quando há outra pessoa envolvida com nossa vida! Você, que sai por aí dizendo que quer formar família, já se perguntou se realmente quer?  Se realmente você tem aptidão de construir uma vida ao lado de alguém? Se está disposto (a) a pensar de dentro pra fora? Se está disposto (a) a pensar em conjunto? Seu coração está realmente aberto para o amor? Porque tudo resulta daí. Tudo é fruto natural de duas pessoas se amarem. Tudo vem de não se ter medo de amar. E aí?

Se seu par sonha em formar uma família e essa não é a sua (ou não com ele), não deixe pra falar isso pra ele depois de XX anos. Se você não está olhando para a mesma direção que seu par, FALE AGORA. Fale já. Seja honesto. Seja transparente. Faça um ajuste, se for possível. Ou, simplesmente, permita que ele encontre alguém que esteja.

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Sou a Melissa, paulistana, administradora por formação - mas é quando estou fotografando e escrevendo que estou sendo quem eu quero ser. ♥

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