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[Oscar 2017]: La La Land

Ontem assistimos La La Land. Eu fiquei literalmente sem ar, dentro do cinema. Estava esperando para assistir este filme desde que escutei falar dele a primeira vez e até que demorou um pouco para eu conseguir assistí-lo.

Gosto muito dos dois atores, eu não entendo nada de casting mas tendo estudado interpretação por dois anos, vejo uma característica comum neles: a naturalidade. Sabe quando o ator não parece fazer esforço algum para interpretar? Parece que ele está sendo ele mesmo, ali. Foi assim.

Entre as duas interpretações, a dela ganhou nosso coração – destaque para a linda cena do jantar surpresa, quando há um diálogo longo que começa com pouca tensão e ela vai crescendo, crescendo, até explodir – e você vê nos olhos grandões e molhados da atriz todo este sentimento sincero, a entrega – como é bonito ver isso! Eu adoro “duetos”, cenas longas e dramáticas a dois. Isso cria um laço especial entre os atores, no caso dos dois esta reciprocidade e química é nítida desde a primeira cena. Estas coisas me fazem sentir vontade de voltar a interpretar…

A interpretação delicada dos dois lhes rendeu à indicação na categoria de melhor ator e atriz, no Oscar 2017

Vocês já sabe, La La Land conta a história de dois jovens aspirantes na arte que devotam: ele o jazz e ela o cinema. Se esbarram algumas vezes e se apaixonam. Entre frustrações e esperanças no caminho para a realização de seus sonhos e não tão certos quando fazem as escolhas certas ou erradas – estas escolhas são feitas. O filme, para nós, é sobre as consequências destas escolhas. Mais do que falar sobre os sonhos das pessoas, mostrar como às vezes elas se perdem destes sonhos por conta das dificuldades da vida, por conta do que é de fato possível e “vendável” – ele nos mostra de uma maneira bastante dolorida (e você vai saber porquê só no final do filme) as consequências delas e que tudo é uma questão de escolha.

O roteiro do filme é muito bem feito, nada óbvio, bastante surpreendente e delicado. O filme faz alusão à alguns dos musicais que conhecemos, entre eles Cantando na Chuva e a fotografia certamente será um dos gigantes a brigar pela estatueta, além das belas canções principais do filme – o motivo pelo qual eu me interessei por ele lá no comecinho.

Vão ver, vão!

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