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[Netflix] Magia ao Luar, do Woody Allen

A crítica mais bonita que encontrei sobre este filme é esta aqui, da Reuters Brasil. Ela me faz lembrar dos últimos acontecimentos e da forma como me abstive de sofrer por conta deles: através da arte. E um dos diálogos do filme, dito exatamente por Sophie Baker (Emma Stone), me faz lembrar palavras ditas por mim: “Faz bem não levar a vida tão à sério”. 

Colin Firth (sempre muito exato em suas interpretações, quase um matemático) é Stanley, alter-ego de um famoso ilusionista chamado Wei Ling Soo. Depois de um de seus shows como sempre muito bem sucedidos, reencontra um amigo de infância que lhe propõe um desafio: o de desmascarar uma mulher que se diz médium.

Seduzido pelo desafio, o pessimista e cético Stanley despede-se de sua noiva Olívia e dirige-se ao sul da França. Hospedado na casa de uma família de posses, encontra finalmente a jovem carismática Sophie Baker (e Emma Stone parece não fazer nenhum esforço para interpretar, sempre muito  natural e convincente) – que, acompanhada de sua mãe e tendo encantado o herdeiro da família (um pateta sem graça e babão), está prestes a casar-se com ele e viver todas as benfeitorias e maravilhas que gente com grana vive: iates, jóias, festas, vestidos, posses, etc etc etc. Ela comporta-se resignada diante deste futuro agradável, mas nutre certa curiosidade à Stanley e digamos que o feitiço tenha virado contra o feiticeiro, neste caso.

Não demora muito para que Stanley e você, que está assistindo ao filme, se rendam aos encantos e “dons inquestionáveis” de Sophie. Curioso que Woody Allen – um devoto às mulheres – não tenha aparecido neste filme, como costuma fazer com os outros. Mas você quase consegue escutar sua voz resignada, dizendo que é impossível resistir aos encantos das mulheres e que isso não tem explicação.

Eu estava tomada pela história e me perguntava o que provocaria uma reviravolta. Até que este momento veio e eu verdadeiramente me surpreendi, porque ele não parecia ser previsível.

Colin Firth contracenando com Emma Stone é um presente (tão dedicados à sua arte, tão naturais e despretensiosamente divertidos) e eles mereciam um texto à altura.

Você termina o filme sem dúvidas de que, nesta vida, às vezes é preciso uma “torta na cara” e umas cócegas pra driblar as durezas cotidianas. E que certas coisas não existem, mesmo, pra serem explicadas ou compreendidas. ♥

Destaque para o diálogo FAN-TÁS-TI-CO entre Stanley e sua tia Vanessa (Ailenn Atkins) depois que ela sai do hospital (ela está jogando cartas em sua casa) – aliás, toda tia é legal!!! A cena é simplesmente DEMAIS: um show de interpretação, de texto e de espirituosidade.

Tem coisas que só Woody Allen consegue fazer acontecer, sem que tenha nenhuma pretensão e acho que é por isso que o filme é tão bom.

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