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Consumo Colaborativo: a filosofia que já está mudando a sua vida

Image Source: Chris Lott

Já tem um tempo que está se falando do quanto o consumismo está saturando os recursos naturais do planeta. Quanto maior a demanda pelo consumo, mais estimulamos a produção predatória destes recursos, o que compromete e muito o futuro para nossos filhos e netos. Por conta disso e do jeito que já está nosso planeta, algumas idéias começaram a ser propostas e disseminadas, a favor da sustentabilidade e protegendo nossa descendência. Uma delas é a Economia Colaborativa, ou Economia Compartilhada.

Este conceito requer bem mais do que a mudança de hábitos: requer a mudança de pensamento. Mudar quase que a maneira como enxergamos a vida. Por exemplo: eu não preciso de uma furadeira, preciso de um buraco na parede. Partindo desta idéia, esta corrente de pensamento propõe que empresas e projetos focalizem seus serviços no compartilhamento de pessoa para pessoa, o consumo colaborativo. Já existem serviços em vários setores, com este tipo de filosofia: o Air BNB; O Uber (que tanto incomodou quando apareceu no Brasil), compartilhamento de bicicletas, projetos e muitos outros, em muitos setores.

De acordo com o site Consumo Colaborativo, “a Economia Colaborativa é fruto da união de três pontos de sucesso que fazem o conceito cada vez mais atrativo a partir da evolução ampla da sociedade: Social, com destaque para o aumento da densidade populacional, avanço para a Sustentabilidade, desejo de comunidade e abordagem mais altruísta; Econômico, focado em monetização do estoque em excesso ou ocioso, aumento da flexibilidade financeira, preferência por acesso ao invés de aquisição, e abundância de capital de risco; e Tecnológico, beneficiado pelas redes sociais, dispositivos e plataformas móveis, além de sistemas de pagamento”.

Um novo olhar para um futuro próximo

Apesar de tímido, já se nota o movimento da antiga forma de consumo para este conceito de consumo colaborativo e compartilhado. Empresas estão modificando a forma como oferecem seus serviços, enquanto outros empreendedores enxergam neste estilo de vida oportunidades valiosas de negócios. Mas esta ideia desafia grandes corporações e coloca muitas delas sob risco de extinção, nas próximas décadas. John Zimmer, CEO da Lyft, disse em uma recente declaração que nos próximos dez anos, as pessoas não terão mais carros. Em terra de Uber, quem precisa de uma dívida com financiamento? 😉  O pensamento dele vai além: Zimmer menciona o impacto na vida urbana, com mais espaços serão dedicados às pessoas, hoje ocupados por estacionamentos para automóveis.

Aqui no Brasil, já existem alguns disseminadores até pioneiros desta nova filosofia, como a futurista Lala Deheinzelin, que você pode acompanhar aqui e aqui. O Banco Mundial começou há alguns anos atrás um projeto para diminuir o número de carros na rua e ao mesmo tempo promover a melhora na qualidade de vida dos paulistanos, tão escravizados pelo trânsito de São Paulo nos horários de pico. O projeto foi iniciado com 10 empresas na Zona Sul de São Paulo, na região da Berrini. O programa foi desenvolvido após observar experiências semelhantes nos Estados Unidos, que buscou na iniciativa privada parte da solução para o problema da mobilidade através do incentivo ao uso de transporte público, ônibus fretado, caronas e flexibilização de horário foram algumas das medidas discutidas com as companhias e, ao final de um ano, o número de funcionários que utilizam o carro para ir ao trabalho diminuiu de 53% para 50%.

Os 5 P´s e como colocar este conceito em prática

Em setembro de 2015, chefes de Estado e de Governo e altos representantes, reunidos na sede das Nações Unidas em Nova York construíram uma nova agenda universal com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas. Estes são integrados e indivisíveis e equilibram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental. A partir desta agenda, surgem os 5 “P”s para o desenvolvimento sustentável, os cinco elementos cruciais para a sustentabilidade do planeta, que são: PESSOAS – PLANETA – PROSPERIDADE – PAZ e PARCERIA, sendo a parceria, transversal a todos (Fonte: Consumo Colaborativo).

O consumo colaborativo é uma alternativa para o equilíbrio destes 5 PS, uma vez que as pessoas precisam de um novo modelo para conseguir bens materiais e serviços com um custo menor. As parcerias surgem como alavanca de crescimento mútuo, que pode melhorar a vida de municípios unindo gestores públicos e a iniciativa privada em prol do desenvolvimento de todos, sem que este seja predatório.

Esta filosofia deve estar arraigada em nossos pequenos atos do dia-a-dia e ser plantada gradativamente para a mudança dos nossos hábitos pessoais. Acreditamos que de alguma forma você pode encontrar na comunidade onde vive ou no condomínio/bairro onde mora, alternativas para compartilhar recursos e serviços, o que vai trazer economia para o seu bolso, um fôlego para o planeta e novos hábitos muito mais construtivos e sustentáveis. Alguns exemplos:

  • Monte uma feira de troca de produtos usados;
  • Monte uma feira de troca de livros;
  • Ao invés de comprar novos livros, adquira aqueles que deseja ler nas bibliotecas;
  • Troque os livros da escola dos seus filhos entre as famílias. Você pode doar os livros que eles utilizaram este ano e adquirir os que vão precisar no próximo ano letivo com outras famílias;
  • Faça uma horta em algum espaço do seu condomínio, onde todos poderão cuidar e usufruir das hortaliças cultivadas;
  • Ofereça carona a algum vizinho que estude na mesma escola do seu filho e faça um revezamento entre outros pais;
  • Deixe o carro em casa e utilize o Uber;

Veja aqui um guia de sites e ferramentas de consumo colaborativo e economia compartilhada.

Saiba Mais:

  • Elisabete L. S. Carvalho – Autora do livro: Consumo colaborativo como alternativa ao consumismo e o endividamento.  Educadora financeira, mestra em administração de empresas; especialista em gestão de pessoas e negócios.
  • O Que é Meu é Seu – Como o Consumo Colaborativo Vai Mudar o Nosso Mundo, por Rachel Botsman e Roo Rogers.
    http://elizabetecarvalho.com.br
  • Lala Deheinzelin – Criadora do curso de Formação em Fluxonomia 4D – Ferramentas para Transição (Estudos de Futuro + Novas Economias – Criativa, Compartilhada, Colaborativa e Multimoedas 4D) e autora do livro “Desejável Mundo Novo” (2012), disponível online para quem se cadastrar no site, entre outras publicações. Seu canal no Youtube está repleto de vídeos inspiradores.
  • Outras palestras e bibliografias recomendadas pela própria Lala.
  • Economia Compartilhada: O Fenômeno da Economia em Rede – por Tomás de Lara
  • Rent for All – portal de locação. Alugue, não compre!
  • Veja aqui outros portais de locações e compartilhamentos de serviços e produtos!

Desafio:

Conte pra gente nos comentários ou publique uma foto no Instagram com a hashtag #ladybusybee sobre alguma ação que você fez ou faz parte dentro deste conceito colaborativo e compartilhado.

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